segunda-feira, outubro 09, 2006

O meu onze ideal (VII)

Lembrei-me há pouco que já há algum tempo que não tocava no tema da 'minha' selecção dos melhores jogadores que vi actuarem pelo Benfica. Depois de elegida meia equipa (Preud'Homme; Miguel, Mozer, Ricardo Gomes e Schwarz; Thern) acho que posso aproveitar o interregno do campeonato por causa dos jogos da selecção (que, conforme já disse algumas vezes, raramente me entusiasmam muito) para retomar este tema, e eleger mais um membro para este onze ideal.


Médio Ofensivo

Valdo

O Rui Costa que me desculpe, mas número dez no Benfica nunca vi nenhum como o Valdo. E ainda havia na minha memória mais um sério candidato a esta eleição, o Diamantino quando após ter jogado nas mais diversas posições, de ponta-de-lança a extremo, acabou por assumir as funções de organizador de jogo no Benfica de Mortimore (o que fez precisamente até à chegada do Valdo). Só que na hora da escolha só podia ser o Valdo. Mais um jogador de indíscutível classe mundial que tive o privilégio de ver jogar com a camisola do Benfica.

Não havia muito mais que se poderia desejar num jogador para aquelas funções. O Valdo corria, rematava, fintava, passava, marcava livres e cantos, empurrava a equipa para a frente, e ajudava a defender quando era preciso. Ainda há pouco tempo apanhei na RTP Memória uma repetição de um jogo do Benfica fora contra o Honvéd para a Taça dos Campeões, e fiquei surpreendido ao ver e recordar o quanto o Valdo defendia, e quantas bolas recuperava à entrada da nossa área para depois iniciar o contra-ataque. Ele era o jogador para quem se olhava nas horas de aflição, na esperança que inventasse algo e resolvesse os jogos. Quando parecia que não havia muito mais a fazer, a solução era colocar a bola nos pés do Valdo e esperar. Quase sempre aparecia 'magia' (para usar um termo que agora é utilizado a torto e a direito mal um jogador faz uma finta e dois passes certos). E quando não criava golos para os colegas, marcava-os ele, muito por 'culpa' da excelente colocação de remate que possuía (obrigado S.L.B.), e que o tornava também mortífero na marcação de livres. Lembro-me até de que no campeonato de 1988/89 ganhei uma aposta a um amigo lagarto à custa desta destreza do Valdo: esse meu amigo tinha um ódio particular ao Valdo, e eu apostei que o Benfica iria ganhar a Alvalade, e o Valdo marcaria de livre. Isso aconteceu mesmo, e o Benfica ganhou 2-0 (o outro golo foi do Abel Campos).
O Valdo tinha também uma característica que eu aprecio sempre nos jogadores: humildade. Apesar de ser um jogador de nível mundial, nunca o vi assumir posições de vedeta dentro ou fora do campo, e lá dentro trabalhava tanto ou mais do que os outros.

Chegou ao Benfica na época de 1988/89, e foi logo campeão (era um trio brasileiro de luxo o que tínhamos nessa época: Mozer/Ricardo/Valdo). O Artur Jorge levou-o para o PSG em 91, mas trouxe-o de volta em 95, para jogar mais duas épocas. E este foi daqueles em quem a idade não parecia ter tido grande efeito: num Benfica que entrava na sua fase negra, o Valdo era ainda um dos poucos que nunca jogava mal. Aliás, sempre que o Valdo 'engatava' para um grande jogo, era difícil o Benfica perder. Pouca gente fala nisso, mas na célebre vitória do Benfica nas Antas em 91, com os dois golos do César Brito, o Valdo encheu o campo, e fez uma exibição memorável.

O Valdo é daqueles poucos estrangeiros que eu sempre identifiquei como benfiquista. Era ainda um tempo em que a mística (essa palavra que os adeptos de outros clubes têm tanta dificuldade em compreender e aceitar) existia nos balneários da Luz, e era transmitida pelos mais velhos aos jogadores que chegavam, mesmo estrangeiros, que pouco tempo depois já pareciam sentir a camisola em campo. E mesmo depois de sairem do Benfica, continuaram a dizer-se benfiquistas. E basta ver os jogadores desse tempo que continuaram benfiquistas para vermos que as coisas eram então diferentes: Mozer, Ricardo, Schwarz, Magnusson, Valdo... acho que desde então o único outro estrangeiro que eu vi vestir a nossa camisola com a mesma paixão foi o Luisão. Mas já estou a divagar. O que fica mesmo é o registo: para mim, número dez como o Valdo não voltou a haver no Benfica.

Obrigado ao Pedro Ferreira por me ter arranjado a foto do Valdo com o nosso equipamento vestido.

96 Comments:

At 10/10/2006 12:51 da manhã, Blogger João Pedro said...

Poderaimos acrescentar mais alguns estrangeiros nessa contagem: Isaías, por exemplo, Thern, ou Manniche (o autêntico), que pudemos rever outro dia aquando do jogo em Copenhaga.

 
At 10/10/2006 9:46 da manhã, Blogger Harry Lime said...

D`Arcy,

Se entenderes como Mistica a necessidade de trabalhar continuamente para igualar (ou mesmo ultrapassar) os feitos passados do clube, então entendo-te perfeitamente. E se é nisso que pensas quando falas do peso da camisola, então estou 100% contigo!

E mais do que isso: não penso que seja essa Mistica seja um exclusivo do Benfica. A obrigação de qualquer jogador do Benfica é fazer tudo para estar à altura de um Valdo, de um Rui Costa ou de um Eusebio. Da mesma forma, a obrigação de um jogador do Sporting é fazer tudo para estar à altura dos 5 violinos, do Yazalde ou do Jordão.

No entanto, se para ti, Mistica é uns gajos chegarem ao clube e dizerem que são benfiquistas desde pequeninos e depois exigirem privilégios por causa disso, então vai-te lixar!

A Mistica é construida demonstrando valor dentro do campo. Um mau jogador, pouco esforçado, pouco interessado em evoluir, aprender e em dar tudo pelo emblema do clube que representa não pode nunca ser considerado como baluarte da mistica de qualquer clube.

Como te conheço há muitos anos, sei de de que lado é que está o teu benfiquismo e o teu sentido de Mistica. Estás do lado certo.

 
At 10/10/2006 10:21 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Assim por alto, Coluna, V.Martins, J.Alves, C.Manuel e ...Rui Costa, não esquecendo um Toni e para não ser injusto muitos outros que a memória ou o desconhecimento tornam "invisiveis".
O Valdo foi realmente o que quanto a mim conseguiu um maior equilibrio entre a função atacante e a defensiva,
a marcar o ritmo e muito bom nas bolas paradas, parecia um autentico relógio suiço.O que não gostava muito nele era que por vezes o ritmo era muito compassado e "prendia" a equipa. Era mais completo de todos os que mencionei mas não o que me entusiasmava mais, gostei mais do Luvas Pretas no pico da sua carreira, era fantástico e tambem do Diamante "zarolho" que fazia coisas que alto lá.
O Valdo tinha uma forma de pisar o relvado que parecia que andava sobre alcatifa, a par do Shéu, foi um dos jogadores mais "elegantes" a pisar a "grana". Não me recordo se chegaram a jogar juntos, se o fizeram foi durante pouco tempo, mas aquele meio campo com os dois devia ser o Lago dos Cisnes em versão futebolistica.

 
At 10/10/2006 11:24 da manhã, Blogger Pedro said...

Valdo. No seu tempo um dos melhores do mundo. Claramente um nome q ficará para sempre ligado à história do Benfica.
Classe, categoria, mestria e magia. Qd oiço pseudo analistas apelidarem uns qts blufs de mágicos e depois os comparo a jogadores como Valdo só me dá vontade de rir.

Claramente Valdo a titular no 11 ideal. E Rui Costa não precisa de desculpar ninguem. Rui Costa é um monstro do futebol mundial. No seu tempo um dos melhores do mundo. Mas, infelizmente para nós, a sua Magia só agora chegou a nós. Valdo, pelo contrário, permitiu aos benfiquistas desfrutar a sua Magia em toda a sua plenitude. E na escolha de um 11 temos q analisar o q se fez ao serviço do Glorioso.

Se nestes dois anos q aí vêm o Rui nos deliciar (como espero) e o Benfica conquistar muita coisa...talvez o 11 ideal daqui a 2 anos seja diferente.

 
At 10/10/2006 11:32 da manhã, Anonymous Anónimo said...

O Preud'Homme pode ser bom mas não sei porquê, quando penso nele penso na Bélgica e não no Benfica. Não é uma referência da forma que o Bento era. Já o Mozer, embora titular pelo Brasil, penso sempre nele com o manto sagrado. Aliás acho que é o único estrangeiro que incluiria no meu onze do Benfica.

A minha defesa seria (não incluo alguns históricos porque não os vi jogar ao vivo):

Manuel Bento
Minervino Pietra
Humberto Coelho
Carlos Mozer
Álvaro

Só tenho dúvidas no defesa esquerdo. Tivemos melhor mas nenhum que me fizesse esquecer a dupla Álvaro/Chalana.

O Valdo embora um jogador habilidoso na minha opinião nunca chegou aos calcanhares do Alves. Era um jogador de uma classe incrível. Além disso foi um dos meus heróis quando comecei a ir ao estádio ver jogos. Ainda me lembro do golo que marcou ao Porto se não me engano em 1981.

Já agora, nunca tive a impressão que o Valdo fosse particularmente apto nos livres, pelo menos não ao nível do Simão, por exemplo. Pelos vistos estou enganado, quantos golos de livre marcou ele no Benfica?

 
At 10/10/2006 11:50 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Bem, eu "só" tenho 31 anos, e só vim para Portugal em 85, por isso o Alves, Diamantino, e outros não vi jogar na sua plenitude, logo o meu nº10 também terá que ser o Valdo. De facto um fora de série que não merecia o castigo de ter que jogar naquela equipa ridícula do Artur Jorge, ao lado de jogadores que nem mereciam estar no mesmo relvado que ele.
Até agora só tenho dúvidas no Schwarz, apesar de ser grande, eu talvez apostasse mais no Veloso (apesar do penalty falhado e de ter o filho no Recreativo do Campo Grande). E nunca colocaria o Miguel na equipa, porque não estou a considerar só o futebol jogado, porque nesse caso também ponderaria o Paulo Sousa, se bem que tal como o Rui Costa, este tenha estado pouco tempo na Luz.

 
At 10/10/2006 11:53 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Concluindo o post anterior, talvez apostasse em Veloso e Álvaro nas laterais, porque gosto dum 11 com a tal mística! Ou então pegando na moda de hoje em dia, metia o Humberto Coelho (apesar de não o ter visto na sua plenitude, também!!!)e alguém descaía para o flanco.

 
At 10/10/2006 11:53 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Da mesma maneira que o Homem procura nos Deuses respostas para aquilo que não entende, o nosso amigo Geronimo procura neste Blog a origem, a fundamentação e o porquê da mistica.
É portanto nossa missão mostrar-lhe o caminho e acompanha-lo nesta metamorfose que nem o proprio se dá conta.

 
At 10/10/2006 12:24 da tarde, Blogger Harry Lime said...

bogalho,

eu tenho um entendimento do que é a mistica (como voces lhe chamam) de um clube.

Mas o que eu acho esquisito com os benfiquistas é que falam com admiração (justificada!) dos vossos grandes jogadores do passado mas actuamente contentam-se com gajos como o Nuno Gomes e o Petit...

Pior do que isso, declaram como anti-benfiquistas todos os benfiquistas que dizem mal destes grandes portentos do futebol mundial!

 
At 10/10/2006 1:50 da tarde, Blogger D'Arcy said...

É preciso notar que nesta escolha apenas entram jogadores de que eu realmente me recordo ver jogar. Eu ainda cheguei a ver o Nené, Humberto, Alves, Chalana, etc. Mas com a idade que tinha na altura, era difícil ter alguma capacidade de análise às qualidades efectivas dos jogadores. Por isso esta escolha apenas inclui jogadores mais ou menos desde 1987 para a frente.

 
At 10/10/2006 2:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Está bem D'Arcy, então estás na mesma sintonia que eu. Partindo de 87 (mais coisa, menos coisa) e tendo em conta a qualidade mostrada no Glorioso, e o comportamento fora das 4 linhas, o meu onze seria: Preud'homme; Veloso, Mozer, Ricardo, Schwarz; Thern, Paneira, Valdo, Simão; João Pinto e Magnusson

 
At 10/10/2006 2:40 da tarde, Blogger último! said...

Boas,

Na minha equipa escolhia o Diamantino, nunca me esquecerei o seu momento de forma antes da final com o PSV em que simplesmente pegava na bola e a equipa ia toda atrás, um autentico patrão, não fosse a lesão antes da final fico com a sensação que o caneco era nosso mas infelizmente...!

 
At 10/10/2006 4:10 da tarde, Blogger Quetzal Guzman said...

Pouco há a acrescentar ao que o D'Arcy já disse. A "bailarina", como o apelidavam na norte da velhinha Catedral (na altura, ainda era sector de sócios), onde comecei por ver bola com o meu pai e os habitués do costume (incrível como, sem cativos, as pessoas tinham por hábito sentar sempre no mesmo sítio! claro que implicava ir cedo... mas também era da forma que se punha a conversa em dia) foi, sem dúvida, o melhor centrocampista que passou pelo Benfica. E é, na verdade, um grande benfiquista. Prova disso é o próprio episódio Rui Costa. Quantos jogadores estrangeiros se interessariam pelas camadas jovens do clube ao ponto de poder apontar o seu sucessor com tamanha certeza?

Quem não se recorda da sua aptidão para os livres, não sabe o que perde. E é bom salientar que, na altura, não se jogava com estes balões. A bola pesava e não era pouco. Já agora, alguém se recorda da entrevista que deu no fim do seu contrato, com algumas indirectas à capacidade técnica de Manuel José? A minha tirada preferida: "Com ele, aprendi a cobrar livres." Era grande o Valdo!

D'Arcy, se quiseres matar saudades do homem, passa por Moscavide. Ao que parece, é um dos adjuntos do treinador do Olivais e Moscavide. Mais uma prova de grande hmildade.

 
At 10/10/2006 4:15 da tarde, Anonymous Anónimo said...

No meio-campo o Stromberg tambem fez uma ou duas épocas boas, jogador fino com boa visão e forte, gostei muito dele. O Cocas (Hernâni)era um jogador à Benfica , raça, querer,fazia o box-to-box que nem um louco, mordia-lhes as canelas,
driblava e marcava golos, até de cabeça, era um portento, que garra.
Ganda Cocas!!
Temos o Paneira, que jogador, caraças até me arrepio todo pá, o Sueco atou-o a defesa -direito p/fazer o corredor todo e ele não gostou, mas cá vai disto, era uma maravilha, inteligência e classe. Lembro-me de um dos golos que o Benfica marcou em Braga quando ganhamos o ultimo Campeonato com o Toni, que por Manitu aquilo foi um hino ao futebol, tudo ao primeiro toque com o participação do Paneira.
E o Coluna tem razão naquele tempo não havia este star system balofo, talvez porque não houvesse o merchandising que há hoje, mas os jogadores eram quase todos humildes e suavam a camisola e para jogarem no Benfica tinham que dar o litro, ó lá se tinham.

O José Luis tambem era bom jogador, não ao nivel do Valdo e outros mas era acima da média.

 
At 10/10/2006 5:09 da tarde, Anonymous Anónimo said...

A partir de 1987 é fácil a escolha. Mas não esquecer o Shéu, quase todas as jogadas de golo passavam pelos seus pés. Em 1988 ainda jogava e fez a final dos campeões com o Elzo, o melhor recuperador de bolas que já vi até hoje, mas também o gajo que mais passes falhava.

 
At 10/10/2006 7:03 da tarde, Blogger S.L.B. said...

Estou de acordo com o Pedro. Considerando só as épocas no Benfica, o Valdo foi mais influente e marcou mais a equipa do que o Rui Costa. Este foi-se embora ainda muito novo e só se fez o jogador que é hoje em Itália. O Valdo, quando veio, já era um jogador "feito", e que jogador! Grandes saudades daquela altura...

 
At 10/10/2006 7:07 da tarde, Anonymous Anónimo said...

11 ideal:

Benfica: Bento; Pietra, Humberto Coelho (cap.), António Bastos Lopes, e Álvaro; Shéu, Carlos Manuel, Alves, e Chalana (Diamantino, 69’); Filipovic (José Luís, 75‘), e Nené.

2-3-83 Estádio Olímpico de Roma.

 
At 10/10/2006 8:23 da tarde, Blogger Pedro F. Ferreira said...

Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

 
At 10/10/2006 8:25 da tarde, Blogger Pedro F. Ferreira said...

D'Arcy, bota lá o link de forma correcta:

http://cromodoscromos.blogspot.com/

O que aí linkaste tem um 'o' a mais. Não é por nada, é só porque umas visitinhas extra são sempre bem-vindas.
Um abraço.

 
At 10/10/2006 8:29 da tarde, Blogger D'Arcy said...

Já está corrigido!

 
At 10/11/2006 12:30 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Nasci em 85... e cresci fascinado pelos grandes jogadores d inicio da decado de 90...
Preud´Homme (melhor guarda-redes q alguma vez vi jogar); Veloso( Grande capitão, muitos anos de Benfica, tem clara vantagem sobre o Miguel que ai poes....); Mozer & R. Gomes (penso q aki tamos tds de acordo); Schwarz (nunca mais tivemos um defesa esquerdo da categoria deste sueco, simplesmente genial); Valdo (o jogador com mais classe q vi representar o Benfica do meu tempo); Rui Costa ( O maestro é será sempre um dos maiores simbolos do nosso clube); Vitor Paneira (é raro ver o #7 nas escolhas para melhor jogador... Posso dizer q este é o jogador do Benfica q mais me fascinou desde q vejo futebol... juntava drible, a velocidade, a visao de jogo, a cruzamentos teleguiados... assistencias brilhantes... corria 90 min... FANTASTICO); Simão ( um símbolo do presente que... quer se goste da maneira de ser ou nao foi preponderante para acabar com o jejum); Isaias ( golos como akeles q marcou ao Arsenal em HIghbury, ou ao Baia nas Antas quase de meio campo... ou ao Costinha dps dakele toque de joelho serao para sempre ETERNOS) e Joao Vieira Pinto ( ok.... foi lagarto depois de ser despedido do Benfica.... mas foi o nosso menino d´OURO.... enquanto ca esteve deu tudo pelo clube)

 
At 10/11/2006 2:35 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Que pena o onze ideal considerar apenas jogadores de épocas mais recentes.
É que, assim, ficam de fora grandes jogadores, grandes atletas e grandes homens (sobretudo...) que o Glorioso teve a honra de acolher no seu seio...
Falo de Mário Coluna, de Eusébio, de José Águas, de Santana, de Arsénio, de José Torres, de Simões, de Cavém, de Jaime Graça, de José Henrique (Zé Gato), de Humberto Coelho, de João Alves, de Shéu Han, de Carlos Manuel, de Toni, de Victor Paneira, de Fernando Chalana, de Filipovic, de Victor Batista, de Néné...

Por outro lado, fico envergonhado, por exemplo, com a inclusão de Miguel!
Não posso concordar que seja incluído no onze ideal do Benfica um mercenário de tal calibre! Além disso, e em boa verdade, Miguel até nem é um grande defesa direito, já que compromete demais nas acções defensivas, e é pouco mais que mediano nos movimentos de ataque (como, aliás, têm provado as últimas exibições, quer no seu clube, quer na selecção nacional...).

Veloso merece, sem dúvida nenhuma (em minha opinião, claro...), muito mais ser incluído no onze ideal (mesmo recente...), por tudo o que deu ao Benfica, pela fibra que sempre revelou, mas também pela qualidade global que efectivamente possuía.

De resto, concordo com a escolha de Michel Preud'Homme, de Stefan Schwarz e de Jonas Thern.
Quanto à dupla de centrais, deixaria de fora o Mozer (que não foi totalmente eficaz nas duas passagens que teve pelo clube, ou, dito de forma diferente, cometeu muitas e muito comprometedoras fífias...), e substituía-o pelo incontornável Humberto Coelho (classe, eficácia, liderança, segurança...). Mantinha o Ricardo Gomes, que era terrivelmente eficaz, quer a defender, quer a atacar, e só por isso o preferiria a Carlos Gamarra, que era muito bom a defender (melhor que qualquer um dos dois brasileiros...), mas tinha claras limitações no jogo ofensivo.

Quanto a Valdo, concordo inteiramente. Foi um jogador de superior classe, de grande integridade moral, de uma grande humildade e entrega ao trabalho e ao clube. De então para cá, muitas têm sido as vedetas, mas todas elas (todas, mesmo, talvez à excepção do Rui Costa...) têm sido apenas esboços muito mal conseguidos de um ideal jogador patrão / organizador do ataque...

As boas memórias não têm preço...

 
At 10/11/2006 2:57 da manhã, Blogger D'Arcy said...

O Miguel foi escolhido ainda antes da 'novela' que o levou a sair do Benfica. E embora o Veloso seja um dos jogadores que mais admirei no Benfica, a verdade é que até agora ainda não vi um jogador que, como o Miguel, ocupando a posição de lateral direito, conseguisse ter tanta influência no desempenho global da equipa.

Claro que os nomes citados pelo Dias Pereira teriam sempre lugar em qualquer selecção dos melhores de sempre do Benfica. Mas infelizmente, ou nunca tive o privilégio de os ver jogar, ou quando os vi ainda era demasiado novo para poder apreciar a sua qualidade com 'olhos de ver'. Por isso esta escolha não deve ser vista como um onze ideal do Benfica, apenas o onze ideal que eu formaria com os jogadores que pude ver jogar.

 
At 10/11/2006 3:21 da manhã, Anonymous Anónimo said...

GAMARRA foi uma das minhas grandes dúvidas... a defender era simplesmente perfeito! Optei por Mozer, pq o seu caracter e a sua ligação ao Benfica estao num patamar superior, para alem de ter mts mais anos de Benfica! D´Arcy, estranho seria se tivessemos todos o mesmo onze ideal, ja que ha coisa de 10, 15 anos qq jogador q alinhava no 11 do Benfica alinharia em quase todas as ekipas da Europa (isto ja para nao falar em outras decadas, visto q estamos a falar do Benfica q nos lembra ver jogar)! Qt ao Miguel, posso-te dizer que cada arrancada q dava levantava-me logo da cadeira do estádio (visto já ser do tempo em q vou á bola) no entanto tinha/tem ainda um grande problema... nao sabe centrar a bola....

 
At 10/11/2006 10:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Atenção ao Germano, era um autentico ícone do Benfica tanto pelo jogo como pela ética e cavalheirismo.
O Humberto, era um autentico líder e fartava-se de marcar golos de cabeça.
Houve uma grande equipa do Benfica com , Humberto, Artur Jorge, o Artur (grande defesa) o Eusébio ainda dava uma perninha que alto lá, aquilo era fruta da boa. O Artur Jorge foi um grande ponta de lança, grande jogador,e o Artur, o louro, era um grande defesa, agressivo com garra, antes quebrar que torcer,por vezes só ele levava a equipa para a frente, "ruço de mau pelo".

 
At 10/11/2006 10:03 da manhã, Blogger D'Arcy said...

Índio, essa equipa era, se não estou em erro, a equipa imbatível do Jimmy Hagan.

Já agora, o Miguel neste momento já não parece ter grandes problemas em centrar. Aliás, o centro que ele há umas semanas fez em Camp Nou para o golo do David Villa é uma coisa linda de se ver.

 
At 10/11/2006 10:22 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Exacto, o Hagan dava cabo dos gajos nos treinos e a principio eram só queixas mas depois começavam a correr e ninguem os agarrava. Era uma equipa de transição, ainda jogava o Eusébio, penso que o Simões tambem a par de novos jogadores como o Néné, o Jordão(uiuiui que jogador por Manitu)e incluia cinco dos melhores avançados do futebol português Néné, Vítor Baptista "O Maior", Artur Jorge , Jordão e Eusébio.
quando o Hagan saiu começou a geração do F.Chalana, Shéu, V.Martins, etc...e depois viria culminar em 1978 na admissão de contratação de jogadores estrangeiros.

Ainda acerca do Artur, lembro-me de um jogo contra o Ajax em que ele acabou o jogo com os calções rasgados, mas o Keizer não lhe ganhou enm um lance. Naquela altura era o menino querido do 3º anel.

 
At 10/11/2006 10:42 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Para quem goste de estatisticas...
de um verdadeiro ponta de lança:
No Benfica 90 jogos - 62 golos
Um dos melhores pontas de lança que eu vi jogar na minha vida, RUI JORDÃO.

 
At 10/11/2006 11:38 da manhã, Blogger Filipe Nuno said...

Eu quero é q o Miguel parta os dois joelhos, os dois!

 
At 10/11/2006 11:46 da manhã, Blogger tma said...

De acordo com o teu critério (nomeadamente ao seleccionar apenas jogadores que pudemos apreciar "com olhos de ver"), só posso concordar com a escolha do Valdo como o melhor médio ofensivo (até porque temos a mesma idade).
Tinha (quase) tudo o que um médio ofensivo podia ter: visão e capacidade de organização de jogo, pés que pareciam luvas, capacidade de remate e de passe a qualquer distância e, ainda por cima, graças à sua excelente capacidade de posicionamento em campo, era também muito bom na recuperação de bolas (também revi há uns tempos esse jogo com o Honved, e era impressionante como, com aqueles "pezinhos de lã", ele estava sempre no sítio certo para travar as jogadas de ataque do Honved, para logo de seguida construir ele próprio uma jogada de ataque do Benfica).
O defeito é que por vezes, e como foi referido pelo Índio, dava a sensação de "travar" um pouco o jogo. Mas foi sem dúvida, de entre aqueles que pude verdadeiramente apreciar, o melhor naquela posição.
No entanto, na minha equipa ideal (onde entram todos os jogadores que tive a oportunidade de ver jogar, mesmo que ainda demasiado novo para apreciar realmente as suas qualidades e avaliando-os muito pela opinião que os mais velhos me transmitiam dele), colocaria o Alves (que por sinal jogava habitualmente com a camisola nº9...), apesar de só o ter visto jogar numa fase bem adiantada da sua carreira. Foi o meu primeiro verdadeiro ídolo, já que me tornei verdadeiramente benfiquista pouco antes da tal vitória sobre o Porto no campeonato 80/81, alcançada graças a um grande golo do Alves, que na altura era reconhecidamente um dos jogadores mais importantes da equipa. Afinal de contas, ele também tinha todas as qualidades que o Valdo tinha e para além disso, identifico-o mais com a 'Mística' benfiquista do que o Valdo (para mim também um critério importante!). Nessa época (80/81 - provavelmente a melhor do Alves), 'rendeu' 14 golos, o 2º melhor marcador da equipa (atrás do Nené, com 20 golos e melhor marcador do campeonato).
Quanto aos restantes, e sucedendo ao Valdo e ao Alves, escolheria o Diamantino (que desempenhou brilhantemente o papel de nº10, embora jogasse com o nº11, na época 87/88 - não fosse o c***** do Adão, talvez o resultado em Estugarda fosse outro...) antes do Rui Costa. Em comparação com o Valdo, o Diamantino talvez não fosse tão completo (não "enchia" tanto o campo como o Valdo e defensivamente era menos participativo). Mas no que respeita a colocação de remates (nomeadamente livres) e de passes, em nada fica a dever ao Valdo (e o facto de ser meio 'zarolho' acho que era uma arma para confundir os adversários).
O Rui Costa não só representou o Benfica numa fase em que, já sendo um excelente jogador, ainda não era, como foi referido, um 'jogador feito', como também tinha um tempo de rendimento limitado (muitas vezes não tinha um rendimento constante durante os 90 mins, ao contrário do Valdo e do Diamantino).
Num registo diferente, não esqueço também o Carlos Manuel (era mais 'explosivo', mais veloz, mas não era um típico "nº10", apesar de também ter desempenhado essa função - e como não podia deixar de ser, acrescento a informação provavelmente para muitos inútil, mas que para mim era importante na altura, de que o nº habitual do Carlos Manuel era o '6'...). Dentro deste género, houve também o Isaías, mas acho que nem há comparação possível, em termos de 'classe', com os restantes, Carlos Manuel incluído (embora no seu tempo também tenha sido um jogador fundamental e muitas vezes decisivo).
De fora fica o Stromberg, pois apesar de ter jogado +/- na mesma altura que o Alves e de também ter sido, reconhecidamente, um grande jogador, não faz parte do meu "imaginário" da mesma forma que o Alves como jogador proponderante para o sucesso do Benfica.
O Shéu também foi aqui referido, mas vejo-o mais como um médio defensivo, mas creio que na altura não haveria esta distinção tão grande como há hoje entre médios defensivos e ofensivos, até porque o Shéu era também determinante na manobra de ataque (basta lembrar os 3 golos do Nené na final da taça de 80/81, ao FCP, todos resultantes de passes do Shéu).
Nesse aspecto, a dupla Valdo/Thern também era excelente, pois apesar de o Valdo ser mais ofensivo e o Thern mais defensivo, não eram raras as vezes que o Thern assumia as despesas de ataque e o Valdo recuava.
Em resposta ao Índio, também creio que o Valdo e o Shéu nunca jogaram juntos (a chegada do primeiro terá coincidido com o fim da carreira do segundo), mas seria sem dúvida um exercício de imaginação interessante pensar no Shéu, na plenitude da sua carreira, e o Valdo jogarem juntos...

 
At 10/11/2006 12:07 da tarde, Blogger D'Arcy said...

Eu penso que o Shéu terminou a carreira na época de 1988/89, pelo que ainda conviveu com o Valdo durante uma época.

O meu primeiro grande ídolo no Benfica foi mesmo o Nené, conforme várias vezes já disse aqui. As minhas primeiras recordações de benfiquismo são precisamente as dessa final da Taça em que o Nené fez um hat-trick ao FCP, em 1980/81, e o Benfica era treinado pelo Lajos Baroti.

O meu ídolo seguinte foi o Diamantino, por isso é que foi um bocado difícil não o escolher. Quando o Mortimore o colocou a jogar a dez (apesar de, conforme disseste, ele jogar sempre com o 11), ele tornou-se o verdadeiro motor da equipa. E quando pensamos na equipa do Benfica que fez a dobradinha em 1986/87, aquilo era praticamente o Diamantino mais dez. A final da Taça foi ele quem a ganhou 'sozinho' contra a lagartagem, com um golo de livre directo, e um segundo golo em que partiu os rins ao Virgílio e depois fuzilou o Damas. E eu também acho que se a besta do Adão não o tem lesionado na semana antes da final, o Benfica hoje teria três Taças dos Campeões no seu historial.

 
At 10/11/2006 1:24 da tarde, Anonymous Anónimo said...

tma a próposito do Camané ainda me lembro da época Pal Csernai (o mais mal humorado treinador do Benfica que conheci)em que o "trick" da equipa era o C.Manuel fazer lançamentos de 30 mts p/o Maniche, aí é que começou a tal estória de que o Benfica só jogava "para um rapaz alto e loiro", penso que pelo Pedroto.
Então nos jogos na Luz e na fase de aquecimento, via-se o C.Manuel na zona de meio-campo a enviar bolas para o Maniche dentro da grande área, mas o que é certo é que aquilo dava golos eheheh

 
At 10/11/2006 1:25 da tarde, Blogger tma said...

Nessa dobradinha de 86/87, creio que o Diamantino ainda jogava como extremo-direito, mas era, de facto, o verdadeiro motor da equipa.
Creio que quem o adaptou a 'nº10' foi o Toni, após substituir o Ebbe Skovdahl (contratado na esperança de ser o 'novo' Eriksson...): com a chegada do Pacheco no início da época e com a saída do Carlos Manuel para o Sion, o Chiquinho [Carlos] passou da esquerda para a direita e o Diamantino foi ocupar o "centro das operações" (muito por necessidade, pq as alternativas não eram muitas, já que os médios centro que restavam eram o Shéu, o Elzo e o Nunes...). Foi uma grande descoberta, que infelizmente nem durou uma época completa, pelos motivos já apontados :-(

 
At 10/11/2006 1:31 da tarde, Blogger tma said...

Índio, infelizmente dessa época do Csernai (84/85) não tenho grandes recordações, de tão fraca que foi... A única coisa boa foi mesmo a vitória na final da taça, frente ao FCP, em que o Manniche terá sido precisamente a grande figura do encontro, mas conta a "lenda" que foram os próprios jogadores, fartos do Csernai, que definiram a táctica para esse jogo...

 
At 10/11/2006 1:37 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Pois, o Pal Csernai foi mau demais.

olha lá já agora diz lá se tomas alguma coisa para a memória porque caraças pá, és melhor que o Google a desbundar assunto sobre o Benfica, xiça!:))

Que Manitu te acompanhe por longos e gloriosos anos bravo guerreiro.Ugh!!

 
At 10/11/2006 2:16 da tarde, Anonymous Anónimo said...

O Shéu era muito discreto mas tinha um peso enorme no jogo da equipa. Não era bem defensivo, o equivalente moderno seria o Deco, com a diferença que Shéu falhava muito menos passes.

Tal como no exemplo que deu o TMA quase todos os golos passavam pelos pés do Shéu. Era um armador de jogo sóbrio e eficiente, sem floreados desnecessários.

Quanto ao Jordão, que nunca considerarei como jogador do Benfica, 62 golos em 90 jogos dá uma média de 0.69 golos por jogo. É interessante que no essecepe manteve a mesma média, 141 golos em 207 jogos (0.68).

Dos jogadores em actividade no campeonato o melhores registo é do Jardel

Jardel j (g) media
fequepe 125 (130) 1.04
essecepe 49 (53) 1.08

Mesmo descontando a catrefada de penaltis que marcou no essecepe é um registo admirável. O mais impressionante que conheço é o Peyroteo (qualquer coisa como 3 golos a cada 2 jogos).

 
At 10/11/2006 2:42 da tarde, Blogger tma said...

Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

 
At 10/11/2006 2:43 da tarde, Blogger tma said...

Índio, o que tomo chama-se "memória selectiva de benfiquista", coisa que o Google não sabe o que é (o mais parecido com isso são os sites que pagam ao Google para aparecer nos primeiros lugares nas pesquisas por um determinado conjunto de keywords - mas o pior defeito é mesmo o facto de o Google não ser benfiquista...).
A verdade é que me lembro bem melhor da época de 82/83 do que algumas bem mais recentes (2000/2001, p.ex).
Só para veres, ainda há meses, num jantar de bloguiquistas, falava-se do Geraldo (jogador do Paços de Ferreira, irmão do Bruno Alves) e da sua passagem pelo Benfica, e o que é certo é que não me lembrava nada disso. Lembro-me melhor de um tal de Paulo Campos ter jogado no Benfica...

 
At 10/11/2006 2:48 da tarde, Blogger D'Arcy said...

O Artur Jorge Conseguiu um registro bastante bom no Benfica, com 103 golos em 130 jogos. E o José Águas conseguiu ainda melhor: 379 jogos/377 golos. E claro, o Eusébio conseguiu uma média superior a um golo por jogo: 443 jogos/476 golos.

 
At 10/11/2006 3:58 da tarde, Anonymous Anónimo said...

tma, tem graça (ou talvez não) a mim tambem me dá uma certa amnésia lembrar-me do período Damásio e idem, mas do Geraldo ainda me lembro, penso que era defesa central ou o raio que o parta. Da época do cavaleiro da triste memória (V&Azevedo Associados) ainda me lembro de alguns jogadores como o Poborsky (grande jogador), o Van Hojdoonk, etc ...
A este fenómeno psicológico dá-se o nome de "não te lembres de coisas tristes", mas a única coisa que me lembro foram os 5 contos em títulos coração provavelmente para comprar charutos...

 
At 10/11/2006 4:12 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Amigos Benfiquistas, todos vocês deviam-se lembrar do Geraldo, não porque ele seja grande espingarda (deve ser de família), mas sim porque ele estreou-se num célebre 3-0 ao Recreativo do Campo Grande, quando o Mourinho nos treinava, e já com o resultado feito, resolveu lançar aquela falsa promessa em campo. Depois foi o que se viu, acabando a distribuir fruta no Paços de Ferreira.

 
At 10/11/2006 5:13 da tarde, Blogger tma said...

Desses 3-0 ao Cepórtêim prefiro lembrar os golos e a boa exibição do João Tomás (com 2 golos, o outro foi do van Hooijdonk, de 'pénálte'). De resto, pouco mais me lembro.
Relativamente ao período Mamásio + JVA, o JVA ainda teve a virtude de trazer alguns bons jogadores, dos quais o mencionado Poborsky foi de longe o melhor, mas o Damásio também trouxe, por exemplo, o Valdo e o Ricardo Gomes de volta, para além do Edilson, que, inexplicavelmente, teve poucas oportunidades, sobretudo se compararmos com outros jogadores que eram titulares quase garantidos, como o Nelo...
E olhando estritamente para os factos, a verdade é que o descalabro do Benfica na época 2000/01 (por muito que custe, é difícil esquecer que ficámos em 6º lugar) começou após a eleição do Vilarinho e a substituição do Mourinho pelo Toni...

 
At 10/11/2006 5:23 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Agora lembrei-me de outro excelente jogador da era "Azevedo" (vade retrum Satanás), o Amaral, medio defensivo ia a todas e era um poço de energia e tinha algum talento. Tambem foi um dos ídolos do 3º anel.

 
At 10/11/2006 6:24 da tarde, Blogger Mr. Shankly said...

Nem de propósito, Índio: ontem li que o Amaral ainda mexe, salvo erro num clube de meio da tabela da Polónia.

 
At 10/11/2006 6:44 da tarde, Blogger S.L.B. said...

Essa lesão do Diamantino, de facto, tramou-nos na final de Estugarda. Não sei se teríamos mais uma Taça no palmarés, mas não teríamos certamente feito uma exibição tão pobre como a que fizemos. Curiosamente quem substituiu o Diamantino foi o Shéu, já na penúltima época da sua carreira. Não me lembro de ele ter jogado mal (poucas vezes o terá feito ao longo da sua carreira, aliás), mas em termos atacantes não era o Diamantino. Para quem gosta de números (como o TMA e eu :-), o facto de o Shéu ter entrado a titular fez com que o Magnusson lhe cedesse o "10" e ficasse com o "11" do Diamantino.

 
At 10/11/2006 6:55 da tarde, Blogger tma said...

E já que falamos em nºs, curiosamente o Shéu era habitualmente o nº11, quando comecei a ver o Benfica jogar.
No entanto, a páginas tantas o Diamantino era muito mais vezes titular que o Shéu, e acabou por assumir o nº11. Com o Mortimore, o Shéu voltou a ter mais vezes lugar no 11 titular, e foi aí que passou a ser o principal dono da camisola nº10 (ao ponto de ver o Chalana, que regressou ao Benfica precisamente durante a época de 87/88, jogar com o 7 ou o 8...)

 
At 10/11/2006 6:56 da tarde, Blogger tma said...

ah... bons tempos em que os jogos eram quase sempre ao Domingo À tarde e as camisolas eram numeradas de 1 a 11...

 
At 10/11/2006 7:01 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Já agora, alguém se lembra do Samuel? Era o defesa central mais rápido que já vi, e que infelizmente não teve a carreira que merecia devido a lesões constantes. Cheguei a vê-lo partir metros atrás de um adversário e ultrapassá-lo quase como se o outro estivesse parado. Ele e o Nené foram os jogadores mais rápidos que vi jogar.

TMA lembro-me que o Toni até ia bem encaminhado até se lesionarem o Marchena (bom jogador) e o Calado (medíocre, e que os adeptos não ajudavam ao gozarem com aquela história que todos sabemos). Nós não tínhamos ninguém para o lugar deles e daí até ao fim do campeonato foi o descalabro. É giro estarmos a discutir se deve jogar o Petit, o Katsouranis ou o Karagounis, e lembrarmo-nos de uma época em que não podíamos sequer substituir o Calado (que não tiraria o lugar ao Beto). Até me arrepio.

D'Arcy, o que o Jardel tem de especial é ter conseguido uma média que não se via desde os anos 70. O próprio Gomes do fequepe só tem 0.79 de média.

 
At 10/11/2006 10:02 da tarde, Anonymous Anónimo said...

João, obrigado pela dica. Foi um jogador que na altura me impressionou pela garra e pelo voluntarismo. E pela amostra de hoje o futebol Polaco até nem é assim tão mau hem?
Os gajos correm como avestruzes e têm um futebol mais físico , logo o Amaral
está como peixe na água. Mas já viste que idade é que o gajo deve ter pá?
Ou o BI do gajo está falsificado ou agora na Polonia querem imitar Portugal e até os futebolistas têm que jogar até aos 67 anos.;))

 
At 10/12/2006 9:55 da manhã, Blogger Harry Lime said...

Eu lembro-me desses 3-0 com 2 golos do João Tomas por duas razões.

Em primeiro lugar por causa do sarcasmo intenso que o D`Arcy usou na altura.

Em segundo lugar porque um colega meu (um lampião p*******o do c*****o) meteu a foto do João Tomás no wallpaper do meu PC (a culpa também foi minha porque fui almoçar sem trancar o PC).

PS. Ontem à noite descobri um facto interessante: sempre que o Rui Santos fala contra uma alguém eu tenho tendencia a tomar partido por essa pessoa por pior que essa pessoa tenha estado.

Aconteceu ontem à noite quando o Rui Santos falou do Scolari e já aconteceu com o Benfica. De facto, só o seboso do Rui Santos é que me leva a gostar do Benfica.

 
At 10/12/2006 10:06 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Geronimo, acho que pela primeira vez estamos totalmente de acordo! Eu também acho que se visse aquele monte de merda cheio de gel a falar mal do Hitler, começava a simpatizar com o ditador! Já agora, e passe a publicidade, para quem goste do sentimento nacional e deteste Rui Santos e Cª Lda, aconselho a leitura de "A Pátria fomos nós" do Afonso de Melo. E hoje estou muito triste pela Selecção, e nós Benfiquistas para ajudar à festa parece que vamos ficar sem o Karagounis, e desta vez nem foi preciso o nosso Dep. Médico fazer merda! Mas ainda bem que já vem diagnosticado, senão ainda o davam como apto!!!

 
At 10/12/2006 10:26 da manhã, Anonymous Anónimo said...

E já agora, outra pergunta, porque para mim é um mistério: alguém dá valor, ou conhece alguém que dê, ou alguém que respeite minimamente o Seboso do Gel??? É que eu nunca conheci...

 
At 10/12/2006 11:11 da manhã, Blogger Mr. Shankly said...

Índio, tem 34.
Geronimo, eu nem oiço o tipo para não me acontecerem coisas dessas.

 
At 10/12/2006 11:13 da manhã, Blogger tma said...

Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

 
At 10/12/2006 11:17 da manhã, Blogger tma said...

JFilipe: lembro-me perfeitamente da estreia do Samuel :-) Foi num jogo contra o Rio Ave, e ele substituiu, no início da 2ª parte, o António Bastos Lopes. O comentário do meu tio, assim que o viu a tocar na bola, foi que ele parecia que dançava enquanto jogava. Acho que o Samuel era um jogador muito certinho, muito rápido e, portanto, cortava muitas bolas por antecipação. Só que não era muito forte fisicamente, sobretudo para central, e isso foi sem dúvida um grande handicap para que ele pudesse ter mais sucesso. Como lateral posição para as quais as suas características físicas estavam melhor adequadas, tinha o grande defeito de ser inócuo ofensivamente.
Também me lembro daquele que creio ter sido o seu único golo pelo Benfica: foi num jogo em Braga (resultado 2-2), e correspondeu ao 0-1: após um canto, ele faz um cabeceamento de fora da área: um autêntico balão para dentro da área. A bola bate no chão à frente do GR do Braga, que estava mal colocado, pois no ressalto a bola passa-lhe por cima e entrou na baliza...

Americano: essa notícia do KAragounis é péssima. Já ficámos sem o Rui Costa e agora ficámos sem o jogador do meio campo que, de momento, estava a ter melhor rendimento...

Geronimo: Para mim, o Rui 'Sebantos' é o Luís 'Intestino' Delgado na versão 'comentadeiro desportivo'...

 
At 10/12/2006 11:19 da manhã, Blogger tma said...

Já agora, acrescento que no tal jogo de estreia do Samuel, o Benfica ganhou por 2-0, resultado que já se verificava aos 5 mins de jogo! (golos do Wando e do Manniche).

 
At 10/12/2006 11:44 da manhã, Anonymous Anónimo said...

O Rui Sebantos até me faria gostar do Gerónimo!

Detesto este menosprezo dos adversários. A primeira parte da Polónia foi irrepreensível e eles mereceram ganhar. Gostei muito da estrutura final da equipa com Nani, Ronaldo, NunoGomes, e Simão. Nesses 10 minutos só não marcámos outro golo porque o Ronaldo deu a impressão de estar diminuído devido a um toque que levou.

Apesar de tudo o interregno até nem foi todo mau para o Benfica. O Simão fez um bom jogo contra o Azerbeijão, e ontem na segunda parte conseguiu soltar-se várias vezes. Fez três ou quatro centros razoáveis para a área e deu o golo ao Nuno Gomes. Parece estar a recuperar a forma. Foi pena a lesão do Karagounis, mas é coisa para uma semana apenas.

 
At 10/12/2006 11:50 da manhã, Anonymous Anónimo said...

JFilipe,

O meu medo é que a "semana apenas" do Karagounis sirva para perder 3 pontos em Leiria e hipotecar a LC. Além de que o obriga a ir ao DM e pode ser transformado em alguns meses!!!
Quanto à Polónia, nem achei menosprezo, achei um dia mau de Portugal conjugado com uma primeira parte perfeita da Polónia, mas confio plenamente que a Selecção vai dar a volta por cima.

 
At 10/12/2006 11:58 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Americano, por menosprezo não estava a falar da selecção, mas daquela criatura asquerosa, o Sebantos. Portugal foi em parte vítima de uma equipa que nos conhecia bem demais.

Portugal, França, Inglaterra, Espanha, Itália, equipas que deram cartas no Campeonato do Mundo, todas já perderam jogos contra adversários menos cotados. Não deixa de ser curioso.

Quanto ao Leiria e Celtic, o Karagounis é capaz de fazer falta, mas temos que confiar nos outros.

 
At 10/12/2006 12:13 da tarde, Anonymous Anónimo said...

JFilipe, desculpa percebi mal. Claro que para os comentadores e paineleiros, se fossem eles a treinar os nossos jogadores, ganhavam todos os jogos! Esquecem-se q temos Nuno Gomes, Postiga, Hugo Almeida ou Nuno Valente, Caneira, ou Ricardo, Quim, etc, para posições chaves como PL, DE, ou GR! Enfim, nem vale a pena perder tempo com essa gentinha!

 
At 10/12/2006 12:19 da tarde, Blogger tma said...

Relativamente ao jogo de ontem, estou em parte de acordo com o Americano: foi um jogo que correu mal logo ao início, a Polónia aproveitou bem dois erros defensivos e apanhando-se a ganhar, pôde tirar proveito das suas qualidades: força física, velocidade e apesar de não ser do melhor tecnicamante (a principal limitação), sabem muito bem o que é jogar futebol.
PAra mais, o C. Ronaldo jogou grande parte do jogo com limitações físicas, após a tal falta que sofreu em que teve de ser assistido medicamente.
Espero que os erros de ontem sirvam de exemplo para os próximos jogos, para que não se repitam.
No entanto, Portugal expôs mais uma vez alguns dos seus pontos fracos: falta de poder de choque a meio campo, jogar com médios defensivos de características semelhantes (tal como acontece no Benfica) faz com que se anulem um ao outro, o Nuno Valente já era substituido pelo Miguelito e a dificuldade do Scolari em lidar com situações de desvantagem, sobretudo no que se refere a substituições (o Nani devia ter entrado muito antes). Para além disso, sem o Figo, a selecção ainda não encontrou um novo líder natural (para além de achar uma certa aberração o Costinha como capitão de equipa).

 
At 10/12/2006 12:46 da tarde, Anonymous Anónimo said...

TMA, o problema nesta fase da selecção é que não é como nos clubes com pré-época e como todos sabemos nos jogos a feijões não dá para fazer experiências.

A derrota foi incómoda, teria sido melhor fazer isto com uma vitória assegurada, mas eu vi a segunda parte como um ensaio interessante das várias possibilidades. Tiago+Petit, Tiago+Maniche sem Deco, Ronaldo a segundo ponta de lança, etc. Contrariamente aos críticos da praça acho que o Scolari aproveitou bem o jogo. Isto tinha que ser feito quanto antes e num jogo a sério. Foi pena as infantilidades da defesa.

Já agora se meter o Miguelito então é que vai ter os andrades à perna. Sobretudo porque com o Nani o Quaresma está claramente fora de cogitação. Gostei muito de ver Simão e Nani.

 
At 10/12/2006 4:27 da tarde, Blogger tma said...

JFilipe: não sei ser era essa a intenção do Scolari (ao ver o jogo tão mal parado, experimentar qq coisa de diferent), mas se sim, pecou pelo tardio das substituições, pq de resto até nem discordo delas. Estando o CR debilitado, o Nani era o único jogador que se configurava para conseguir inverter a coisa. O Simão esteve bastante interventivo na 2ª parte. Nem sempre da melhor maneira, mas foi ainda assim dos melhorzinhos, qto mais não seja por aquele motivo.
Enquanto que o 2º golo teve a responsabilidade do R. Rocha (saltou a despropósito) mas sobretudo do Costinha (estorvou o RR e não o polaco que cabeceou para o Smolarek...), o primeiro (sobretudo o facto de ter aparecido um gajo isolado a rematar à entrada da área) resulta de jogar com dois trincos (o Maniche e o Tiago não são trincos, no meu entender), hão-de ter ficado a pensar que seria o outro a acompanhar o tipo que rematou... Com um só trinco, este sabe à partida que é da sua inteira responsabilidade cobrir a 'cabeça' da área, pelo que não existe o risco de ficar À espera que seja o outro a fazê-lo (isto admitindo, pois só comecei a ver o jogo pouco depois do 1-0, que o Costinha e o Petit estavam a jogar 'lado a lado' até esse momento).

 
At 10/12/2006 4:53 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Agora vou lançar aqui uma frase talvez polémica (aguardo comentários!): na minha opinião, não há problema nenhum de jogar com 2 trincos, isso é treta! É apenas um problema de falta de cultura táctica, porque a selecção francesa joga assim, e acreditem que tive a infelicidade de ver ao vivo que esse sistema abafa o adversário. Estar o Petit e o Costinha em campo só devia ajudar, e acho que sinceramente se em vez de um trinco estivesse o Tiago ou o Maniche, era a mesma coisa.

 
At 10/12/2006 5:22 da tarde, Anonymous Anónimo said...

João, tem quantos? Por Manitu eu não acredito nisso. Não te esqueças que a documentação dele passou pela V&Azevedo Associados, portanto mete aí mais uns 3 ou 4 anitos, tendo em conta a inflação.;)

Eh pá lá vêm vocês com as tácticas, e os trincos e as substituições,e as marcações etc...
Aquilo foi obra de um grande senhor do futebol chamado Leo Benhaker, que
pôs a jogar na frente um polaco cujo primeiro nome é Eusebius, isto diz-vos alguma coisa? começo a pensar que o vosso benfiquismo anda muito por baixo, perdemos mas foi com dois golos do Eusebius e o Benhaker não é nenhum idiota ouviram? Percebe mais de futebol que todos os comentadores desportivos portugueses juntos (incluindo obviamente o Sebantos)

O Samuel deixou de fazer parte dos planos de Eriksson depois da final que perdemos contra o Milan, em que ele estava a fazer uma partida irrepreensivel, até que na jogada do golo do Rijkard ficou parado, não sei se porque pensou que era fora de jogo ou porque ouviu um apito vindo das bancadas que ele confundiu com o do árbitro, o que é certo é que a partir daí foi personna non grata para o sueco.

 
At 10/12/2006 5:33 da tarde, Blogger D'Arcy said...

No lance do golo dessa final achei bem mais estranho o comportamento do Hernâni, que parece que ficou uns dois segundos a decidir se corria atrás do Rijkaard ou não...

 
At 10/12/2006 5:44 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Dessa (não)reacção do Hernâni não me lembro, mas lembro-me de ver ali um um lapso, uma paragem, e de ver o Samuel parado espantado. Eu pelo som do televisor pareceu-me ter ouvido um som parecido com um apito vindo das bancadas.
Nessa final estavamos a jogar perfeitamente ao nivel do Milan, e tudo apontava para um prolongamento, penso que o golo foi já na 2º parte, quase ao fim, e o sueco armou uma tactica que anulou completamente o Milan . Mas realmente foi um lance estranho...

 
At 10/12/2006 5:47 da tarde, Anonymous Anónimo said...

"Não me habituo a ganhar. Habituo-me a dar o máximo nas provas e a ter sempre cabeça para as exigências de cada uma delas."
Isto é dito por uma miuda benfiquista
que nada, corre e anda de bicicleta como ninguem.

 
At 10/12/2006 8:34 da tarde, Anonymous Anónimo said...

TMA é óbvio que o Scolari foi atrás do prejuízo mas resistiu à tentação de fazer as substituições de uma assentada. De qualquer forma os golos do polaco foram muito bons. Mesmo com as falhas que houve não era qualquer gajo que metia aquilo.

Quanto à final... O Samuel com culpas no golo?? Estou com o D'Arcy. A falha foi do Hernâni, a única no jogo todo. A cara dele ainda me está na memória. Até agora não tinha ouvido/lido ninguém a dizer que o Samuel tivesse falhado. Ele por acaso até jogou a defesa lateral. Lembro-me que os centrais eram o Aldair e o Ricardo, e o outro lateral o Zé Carlos. Meio campo Hernâni, Thern e Valdo. Atacantes Vitor Paneira, Magnusson, Pacheco. Entraram César Brito e Vata para o lugar do Pacheco e Paneira.

Prolongamento? Quase fim do jogo? O golo foi aos 66 minutos ou coisa que o valha.

 
At 10/12/2006 10:26 da tarde, Blogger Harry Lime said...

JFilipe,

No dia em Rui Santos disser mal de mim em directo na TV faço uma festa e convido-te (e ao resto do pessoal aqui do blog do D`Arcy) :))))

Quanto ao Samuel, só sei que ele era igualzinho à Tracy Chapman.

 
At 10/13/2006 8:53 da manhã, Anonymous Anónimo said...

JFilipe,
Tens um espírito censório-xibo desadequado do espirito da tribo pele vermelha, para ser sincero de qualquer tribo,começo a ter alguma simpatia pelos Superdragões de Gaia, não sei porquê...

 
At 10/13/2006 10:44 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Gerónimo, nesse dia até te pago uma cerveja, ou o tal uísque que gostas de beber.

Índio, "censório-xibo", ena, nunca me tinham chamado isso. Se te esforçares acho que consegues ainda melhor.

Já gora, se simpatizas tanto com os superdragões põe um cachecol do Benfica e vai falar com eles. A simpatia passa-te logo, garanto-te.

 
At 10/13/2006 10:54 da manhã, Blogger tma said...

Ainda sobre o jogo na Polónia:
Relativamente aos trincos, nada tenho contra jogarem dois trincos, desde que pelo menos um deles tenha alguma capacidade ofensiva, o que é o caso do Vieira, pegando no exemplo citado da França. O Costinha, do ponto de vista ofensivo, é um zero e o Petit, apesar de ser melhor que o Costinha nesse aspecto, tem grandes limitações e num jogo como o da Polónia, muito físico, a tendência do Petit é encostar atrás (onde já está o Costinha, pois não sabe fazer outra coisa), o que não se teria verificado com o Tiago ou o Maniche (em vez do Costinha ou do Petit).
Mas o Índio tem razão: a Polónia teve muito mérito. Mereceu ganhar não só porque Portugal falhou mas também porque jogaram muito melhor. Visto por outro prisma, foi a Polónia que obrigou Portugal a cometer erros, dos quais tiraram muito bom partido. O Smolarek tem pinta de jogador, o nome "Euzebiusz" não lhe assenta mal!

 
At 10/13/2006 11:00 da manhã, Blogger tma said...

Quanto à final com o Milan, não me recordo de quem foi a falha, mas aquilo pareceu-me um bloqueio colectivo: de repente vejo o Rijkaard a pegar na bola e a passar por uns quantos jogadores com uma enorme facilidade até aparecer isolado à frente do Silvino.
Do Hernâni, recordo-me mais de uma boa oportunidade que tivemos na primeira parte, em que apareceu bem colocado, descaído pela esquerda, mas o remate saíu muito torto.
Foi pena, pois nesse jogo o Benfica jogou claramente melhor do que havia feito contra o PSV. Mas contra equipas italianas, é "aquela base": basta uma única falha para estragar tudo...

 
At 10/13/2006 11:02 da manhã, Anonymous Anónimo said...

JFilipe, já falei com muitos superdragões como benfiquista assumido e isso nunca me aconteceu, acredita que o teu problema não é o Benfica, o teu problema és TU!!Não uses o Benfica como escudo, pá!eheheh

 
At 10/13/2006 11:10 da manhã, Anonymous Anónimo said...

tma, acredita que gostei do Euzebiusz
é bom jogador, rápido e tem sentido de baliza, não me importava de vê-lo no Benfica.

 
At 10/13/2006 11:21 da manhã, Anonymous Anónimo said...

tma, é isso, o que me pareceu e do que me recordo foi que houve ali um lapso momentâneo com origem em qualquer coisa exterior ao jogo e recordo-me do Samuel associado a esse momento, foi um lance muito estranho...twilight zone.

 
At 10/13/2006 11:26 da manhã, Anonymous Anónimo said...

TMA por acaso também me lembro desse remate do Hernâni. Na verdade se me lembro o jogo foi mais ou menos isto:

Nada de extraordinário na primeira meia hora de jogo excepto uma fintas do Ruud Gullit sobre a esquerda. O Hernâni foi o primeiro a rematar, quando faltavam menos de dez minutos para o intervalo! Infelizmente foi torto. O Van Basten respondeu quase logo a seguir na mesma moeda. Na primeira parte não se passou mais nada de relevo.

Na segunda parte o Silvino fez uma defesa a um tiro que saiu rasteiro do Gullit, a passe segundo creio do Van Basten. Lembro-me porque pensei "raiosparta é agora que eles marcam". O mesmo Gullit chegou depois atrasado e quando eu começava a ver as coisas mal paradas eis que o Valdo remata, o Magnusson desvia mas aquilo passa ao lado. Quando começava a pensar que tinhamos equipa para eles veio o balde de água fria, pouco passava da hora de jogo. Depois disso foi só antijogo, faltas, bolas para fora, (uma carrada de cantos). Foi muito frustrante.

Índio obrigado por todo esse empenho em mostrar o que está mal na minha pessoa. Os teus insultos de certeza que vão fazer de mim um ser humano melhor.

 
At 10/13/2006 12:18 da tarde, Anonymous Anónimo said...

(Agora chegou a hora de se armar em vitima...puff demasiado previsivel e cansativo)

ó JFilipe nada disso pá o empenho é minimo tu é que não te cansas de o demonstrar, ficas a saber que o que eu aqui digo são as percepções que tenho sobre as coisas, não ando aqui com espirito de verificar falhas nos argumentos dos outros ou com espirito de policiamento de posts alheios, nem vou investigar algo com medo de dizer algo de errado, digo o que sinto e com as percepções que tenho, assim ao sabor
de uma conversa normal com pessoas normais (ok admito o meu fascínio por uma certa excentridade)em que "errar" até é saudável e (podes não acreditar) terapêutico, gosto de vir aqui conversar, por vezes discordar mais acaloradamente, aprender alguma coisa sobre o Benfica e tambem comunhar. Nunca faço censura ou auto-censura e detesto a mesquinhez e a auto-comiseração (excepto ao N.Gomes, mas ninguem é imperfeito).
É esse o meu espirito, herdado do Grande Manitu, grande feiticeiro de todas as tribos e bufalos.

 
At 10/13/2006 12:56 da tarde, Anonymous Anónimo said...

"Nunca faço censura ou auto-censura e detesto a mesquinhez e a auto-comiseração"

Que bom para ti. Continua assim. A sério, não me estou a armar em vítima. Acho muito bem que continues aqui a dar lições de moral e a mostrar ao comum dos mortais como se devem comportar. Não te canso mais, não volto a comentar nada do que digas.

 
At 10/13/2006 1:07 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Desculpem lá, mas eu vou até mais cedo e não consigo definir "onzes", mas planteis. Gosto de todos os q vou mencionar e não os trocava por nada deste mundo.

Desde 1970:

Manuel Bento, Michel Preud'Homme, Humberto Coelho, Carlos Mozer, António Veloso, Alvaro Magalhães, João Alves, Nené, Fernando Chalana, Eusébio da Silva Ferreira, Jaime Graça, Vitor Batista, Ricardo Gomes, Stefen Schwarz, Jonas Thern, Glenn Stromberg, Valdo, Isaías, Diamantino, Carlos Manuel, João Pinto, Rui Águas, Paulo Sousa, Vitor Paneira, António Simões, Vitor Martins, Rui Costa, Artur Correia, Minervino Pietra, Mats Magnusson, Carlos Gamarra, Aldair, Rui Jordão, Artur Jorge, Toni, Rui Rodrigues, , Shéu, Filipovic.

39 ! Não dispensava alguém! Quero-os todos. Por questão de rigor já aqui não coloquei Coluna, José Augusto, Torres, José Águas, Angelo, Germano, Costa Pereira, Mário João, mas que farão sempre parte dos 50 Magníficos.

Constato agora! Não temos produzido nada que se veja desde Rui Costa! Tá lindo, tá!

 
At 10/13/2006 1:37 da tarde, Blogger último! said...

Só para matar a curiosidade que alguns possam ter o Samuel tem agora um restaurante em Alfragide no centro comercial Girassol e costuma lá estar durante os almoços.

O Rui Santos, para mim é um enigma pois normalmente os gajos polémicos são bons para as audiências mas este jornalista além de manipulador e mentiroso consegue afastar adeptos dos 3 grandes, já deixei de o ouvir e até a minha mulher goza com ele, mudo logo de canal e tenho a sensação que não sou o único logo, como ainda não o mandaram dar uma volta!?
Espero que não tenham perdido um programa qualquer em que além dessa besta lambida foi convidado o Humberto Coelho que não lhe deu qualquer hipótese fartei-me de rir simplesmente calou-o.

 
At 10/13/2006 2:30 da tarde, Blogger Mr. Shankly said...

tma, acho que o Rijkaard não passou por vários jogadores. Recebeu um passe salvo erro do Van Basten.

 
At 10/13/2006 4:50 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Moral? Detesto moral, pá.
então acusas-me de te insultar e eu é que sou o moralista?
'Tás-me a ver ao contrario ou então andas a fumar ganzas com gasóleo...
Moral??!! Este gajo é doido, pá!
Mas ok fica por aqui.

 
At 10/13/2006 4:55 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Aqui fica a minha definição de moral:

«we can fuck forever but you will never get my soul»

 
At 10/13/2006 5:10 da tarde, Blogger tma said...

João, obviamente estou a exagerar qto a terem sido 'vários jogadores', até pq a imagem que tenho é algo difusa, mas tenho a vaga ideia do Rijkaard a correr uns poucos metros com a bola no pé e eu a perguntar-me como raio foi possível terem-no deixado tão à vontade (em suma, falha colectiva).

De qq forma, acho que isso agora não interessa muito... Perdemos e pronto.
O que me interessa é que ainda alimento a esperança de ver o Benfica campeão europeu!

 
At 10/13/2006 5:29 da tarde, Blogger D'Arcy said...

Este filme mostra o golo do Rijkaard contra o Benfica (é logo o primeiro golo que mostram). Reparem como o Hernâni vai quase a passo ao lado dele, e só depois resolve começar a correr atrás dele (quando já é tarde demais). O Samuel não tem nada a ver com aquilo, nem sequer está perto da bola.

http://www.youtube.com/watch?v=O5f3KC0ywPw

 
At 10/13/2006 5:50 da tarde, Anonymous Anónimo said...

O "amigo" D'Arcy pesquisou, pesquisou e veio em socorro do camarada JFilipe.Que ternurinha,eheheeh

 
At 10/13/2006 5:53 da tarde, Blogger D'Arcy said...

Não vim em 'socorro' de ninguém. As imagens apenas mostram aquilo que eu comecei por afirmar nesta conversa, e que era o que eu recordava: que o Hernâni é que tinha estado envolvido no lance, e que tinha tido uma reacção estranha.

E eu gostava muito que os contribuidores habituais deste espaço não se envolvessem em quezílias pessoais, até porque todos temos um interesse comum.

 
At 10/13/2006 6:04 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Caro D´Arcy, obrigado por nos fazeres lembrar os grandes nomes da nossa história é sempre especial.
Quanto ao Valdo concordo de facto foi um dos melhores médios de sempre do nosso clube. Tinha uma coisa que hoje existe pouco neste futebol mecanizado classe muita classe até a correr. Era um regalo para a vista a forma como tratava a redondinha (e para ele era mesmo redondinhha), como cobria a bola, como descobria espaços onde não havia, como pensava o jogo ao estilo de um jogador de xadrês, enfim como punha uma equipa a jogar. Concordo que foi o melhor nº 10 que vi ao vivo do nosso clube pese o nosso eterno Rui (foi embora ainda muito cedo), o fantástico Luvas Pretas, o Dimante, que também eram fenomenáis. Tal como outros encarnou bem a nossa mistica e sempre fez questão de a demonstrar (ainda hoje).
Quanto ao onze maravilha do nosso clube também aceito muitas das suas opções mas mesmo não tenha visto ao vivo alguns craques (os dos anos 60 e 70) penso que estes seriam (na minha opinião) o onze base de sempre do Glorioso:
PREUD´HOMME (não há duvidas foi o melhor GR de sempre - mesmo vindo em fim de carreira - sem esquecer o Bento - Homem de borracha das defesas impossiveis, O Zé Gato, e o Costa Pereira)
ARTUR - O RUSSO (é polémico pois há excelentes laterais direitos como o Adolfo, Pietra, Veloso e também o Miguel, mas pelos relatos da altura e videos foi considerado o melhor lateral de Portugal)
HUMBERTO COELHO (este não tenho duvidas um génio da defesa e um dos grandes capitães. Mozer e Ricardo seguiram bem o seu exemplo)
GERMANO (se calhar não sabem mas foi considerado pela FIFA um dos melhores 30 jogadores de sempre simplesmente assumbroso como sozinho fazia a defesa dos gloriosos anos 60)
ALVARO (pode haver melhor - o grande Schwarz - mas pela raça, categoria e a dupla com o pequeno genial...)
COLUNA (o seu nome dizia tudo - O Monstro Sagrado - só o melhor jogador de sempre do clube (claro sem ser o KING EUSÉBIO) e um dos melhores médios da história do futebol. Referancia a grandes nomes como Toni, Jaime Graça, Carlos Manuel, Thern, o Paulo Sousa nem merece referência pelo que fez)
JOSÉ AUGUSTO (também é polémico mas para quem foi considerado o Garrincha da Europa... Temos ainda que referir Dimantino, V. Paneira, até Poborsky)
VALDO (já me referi a ele apesar do Rui Costa ser sempre o nosso eterno nº 10)
CHALANA (o pequeno genial. Não há palvras para o definir. Um génio sem duvida o melhor extremo esquerdo de sempre do nosso futebol. Também tivemos o Futre - pouco tempo mas ainda deu classe - o grande Simões e claro o nosso Capitão Simão - sim tem lugar na nossa história)
EUSÉBIO (não há nada a dizer é o verdadeiro King de Portugal está com Maradona e Péle nos 3 melhores jogadores de sempre)
JOSÉ ÁGUAS (também nesta posição havia muito por onde escolher desde O bom gigante Torres, a Artur Jorge, a Néne - que não sujava os calções mas marcava em quase todos os jogos, a seu filho Rui Águas, a Magunsson já para não falar dos anos 50 com o Pipi - Rogério, o Julinho, Arsénio, ou até Espirito Santo. Mas Águas tinha só o melhor jogo de cabeça da Europa)

P.S Ainda sobre o Valdo penso que a melhor época dele foi em 90-91, depois de ter querido sair para a Fiorentina e do Diamantino (que perdeu o lugar com a sua chegada) então no Setúbal ter vindo insinuar que Valdo fazia-se de lesionado para não jogar (as pseudo lesões). A resposta dele foi em campo acho que nesse ano ganhou o prémio d´ "A Bola" para o melhor em campo.

 
At 10/13/2006 6:06 da tarde, Anonymous Anónimo said...

OK D'Arcy mas eu disse e repito que foi a imagem e percepção com que fiquei e acredita foi durante muito tempo, possivelmente foi doutro lance qualquer,e estou a ser genuino como Manitú.Agora, eu não faço disto uma quezília, muito menos pessoal mas não gosto de stalkers que andem a policiar os meus posts e que andem nisto a não ser pelo "gozo" em sentido figurado e literal, estar aqui a comentar para mim é como se estivesse a falar com o pessoal num café ou na Catedral, temos ideias diferentes, por vezes exaltamo-nos mas é como se costuma dizer "bate forte,mas passa depressa", não somos obrigados a ter todos a mesma visão do Benfica. Agora stalking não, nem ortodoxias extremas, porque isto para mim não é uma reunião de AA ou NA.

Eh pá já me perdi,já agora qual é o nosso interesse comum?;)))

 
At 10/13/2006 6:08 da tarde, Blogger tma said...

Ok, obrigado pelo vídeo. De facto eu tinha uma ideia substancialmente diferente da jogada do golo. Terá o Hernâni ficado a pensar se o Rijkaard estaria fora-de-jogo? É a única "justificação" que encontro para o abrandamento... e mesmo isso, é uma má justificação, pois na dúvida deve-se proceder como se não houvesse nada.
Enfim, paciência... Tenho a certeza que esta não será uma imagem que me esforçarei por guardar na memória...

 
At 10/13/2006 6:30 da tarde, Blogger Pedro Neto said...

O teu 11 continua muito parecido com o meu, D'Arcy.

Também eu escolhi o Valdo num possível Dream Team!
O brasileiro foi, de facto, colossal!

Um abraço

 
At 10/13/2006 8:06 da tarde, Blogger Harry Lime said...

Bem, voces lampiões são uns gandas malucos. Nem precisam de sportinguistas para andar à pera uns com os outros.

Parecem aladeia gaulesa do Asterix :)))

 
At 10/13/2006 9:39 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Isto é giro! Só o TROLL conseguia.

Normalmente fala-se em cereja no cume do bolo, não é? Este gajo é o caroço da dita no cú do bolo!

A malta falou, falou, falou, chegou ele, todo lampeiro e , aos costumes, disse... nada!

 
At 10/24/2006 7:19 da tarde, Anonymous Anónimo said...

valdo éra daqueles jogadores que ddava gosto ver jogar.
concordo com os jogadores que foram escolhidos, mas parece-me que o ultimo grande capitão do slb tambem deveria estar nessa equipa(António Veloso) deu 17 anos ao clube e que saudades. abraço a todos os benfiquistas

 

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