domingo, fevereiro 09, 2020

Douradinho

Um clássico com um cheiro douradinho a anos noventa. Como aliás é normal por aqueles lados. Aliás, a minha experiência até me diz que eles gostam mais de ganhar assim, talvez porque lhes traga uma pontinha de nostalgia pelos tempos em que punham e dispunham disto tudo.

Não querendo centrar tudo na actuação de Artur 'Pasteleiro' e Tiago 'cinco cêntimos' Martins (que já tão boa conta tinha dado de si no jogo da Taça contra o Rio Ave, e cuja nomeação para este jogo foi uma clara provocação ao Benfica) obviamente que também temos culpas próprias numa derrota que nos deixou com uma margem de manobra mais pequena no topo da tabela. Como treinador de bancada, custou-me compreender a saída do Cervi da equipa precisamente neste jogo. A opção foi pelo Rafa na ala com o Chiquinho no apoio ao Vinícius. Acho que o Cervi dá mais solidez defensiva, que seria importante num jogo destes. O Porto entrou mais forte, a jogar da sua forma típica, com muita intimidação física e perante um Benfica encolhido chegou cedo ao golo. A resposta do Benfica foi a melhor possível, chegando ao empate pelo Vinícius pouco tempo depois, numa recarga oportuna a um cabeceamento do Chiquinho (mais uma vez ficámos com a sensação de que o VAR andou a esforçar-se ao máximo para tentar encontrar um motivo para anular o golo). O Porto foi melhor na primeira parte, mas onde acabámos por deitar tudo a perder foi nos minutos imediatamente antes do intervalo. Primeiro veio o penálti absurdo, assinalado pelo VAR Tiago 'cinco cêntimos', e que depois o Artur Pasteleiro não teve coragem para contrariar. Não só o Ferro é claramente empurrado pelo Soares, como ainda vê um penálti assinalado depois de lhe cabecearem a bola contra o braço, quando está de costas. So para comparação de critérios: este mesmo VAR, há um par de épocas atrás, foi aquele que conseguiu não assinalar qualquer penálti a favor do Benfica num jogo em que três jogadores do Sporting (Coentrão, Piccini e William) jogaram a bola com a mão dentro da sua área. Aqui considerou o lance de tal forma evidente que contrariou a decisão do árbitro de campo e o obrigou a ir ver as imagens. Mas pronto, penáltis destes contra o Benfica quando vamos ao Porto já é um hábito e não seria por isto que tínhamos o jogo perdido. O pior foi que pouco depois demos um enorme tiro no pé, quando o Marega entrou pela esquerda e o corte do Rúben Dias ao cruzamento foi ainda desviado pelo Vlachodimos para dentro da própria baliza. Segundo golo que surgiu pela esquerda, a reforçar a minha insatisfação pela ausência do Cervi (se calhar não teria feito diferença nenhuma). A entrada na segunda parte foi forte e teve o melhor desfecho possível, com novo golo do Vinícius a reduzir a diferença. O Porto dedicou-se muito a queimar tempo e a segurar a vantagem, e o Benfica melhorou bastante da primeira para a segunda parte. Mas não conseguimos chegar ao empate, até porque as substituições operadas pelo Bruno Lage não resultaram. Em especial a entrada do Dyego Sousa - jogar com três pontas de lança não fez qualquer sentido e deixámos de jogar tanto com a bola no pé, sendo incapazes de criar uma ocasião de real perigo.

Enfim, há que reagir já no próximo jogo. Falhámos uma oportunidade para praticamente matar este campeonato, mas outras surgirão. A vantagem ficou mais reduzida mas ainda nos permite margem de manobra. O Porto ganhou mais crença (deu direito a volta olímpica e tudo) mas continua a depender de terceiros e nós dependemos apenas de nós. Uma derrota não pode comprometer a nossa forma de trabalhar nem desviar-nos do nosso caminho.

1 Comments:

At 2/10/2020 6:05 da tarde, Blogger joão carlos said...

Existem opções que não só não se entendem como são absurdas sabendo que o nosso defesa esquerdo nunca foi um primor a defender e para mais quando oi central do lado esquerdo esta numa forma absolutamente horrível para mais quando pelo que já tínhamos vistos anteriormente todas as equipas que contra nós jogam a apostar, por isso, naquele flanco alias quase só naquele flanco e que previsivelmente também desta vez o iam fazer retirar o jogador que mesmo assim ainda dando alguma ajuda naquele sector é no mínimo de um amadorismo, para não lhe chamar outra coisa, atroz e foi abrir uma cratera onde já existia um buraco.
Despejar ponta de lança para dentro do campo é uma coisa que já não se percebe tanto mais que parece que os nem os jogadores perceberam é que depois para não se estorvarem uns aos outros eles tendem a cair para um dos flancos, onde não tem características para isso, e por isso deixam de estar onde realmente são perigosos e depois temos que nem perigo sequer criamos porque não temos quem cruze nem temos cultura de despejo de bolas para a área.
Mais uma vez perante uma hipóteses, e já tem sido algumas, de perante um adversário directo dar uma machada nas suas aspirações voltamos a não o fazer e não só não o fazemos como tem sido usual ainda lhe damos o oxigénio que não tínhamos é que mais uma vez vemos os adversários prepararem o seu jogo, em todos os aspectos, e nós em vez de fazermos o mesmo, nos aspectos que podemos controlar, não só não fazemos o mesmo como ainda facilitamos não só com o facto de não igualarmos a atitude deles como ainda para agravar as coisas ainda gostamos de dar tiros nos pés e ou muito rapidamente mudamos e invertemos esta atitude, que é generalizada no clube, ou vamos passar por dificuldades.

 

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