segunda-feira, setembro 02, 2019

Resposta

A melhor resposta possível ao mau jogo da semana passada: vitória convincente numa das saídas mais complicadas no campeonato. Sem sermos brilhantes, voltámos pelo menos a ser uma equipa mais ligada, mas voltámos a exibir uma das facetas mais preocupantes do nosso futebol: a extrema falta de inspiração da nossa dupla de avançados, que só à sua conta deve ter desperdiçado uma meia dúzia de ocasiões flagrantes de golo.


Notas de destaque na nossa equipa para o regresso do André Almeida e a presença do Taarabt no meio campo para formar dupla com o Florentino. Quanto ao jogo, após um período inicial em que ambas as equipas estiveram algo expectantes, tornou-se depois relativamente aberto, com as equipas a tentar chegar rapidamente à frente quando tinham a bola. Mas apesar do jogo ser repartido em termos de posse de bola e ataques, o Benfica conseguiu quase sempre ser muito mais perigoso, sobretudo quando foi capaz de subir a linha de pressão bem para dentro do meio campo do Braga. Uma diferença óbvia e para melhor no nosso jogo foi dada pela presença do André Almeida na direita. Mesmo sem precisar de fazer um grande jogo, termos um lateral com a capacidade de conduzir a bola e cruzar com o pé direito deu-nos logo muito mais profundidade por aquele lado e não fomos uma equipa tão balanceada para a esquerda, como tinha sucedido nos últimos jogos. No meio, o Taarabt foi extremamente agressivo nas tarefas defensivas, o que é uma faceta que definitivamente não lhe associava. Uma característica essencial para um 'numero oito' e uma demonstração que está mesmo um jogador transfigurado com o Bruno Lage. Logo nos minutos iniciais a arbitragem não viu um corte grosseiro de um jogador do Braga com a mão quando o De Tomas tinha a possibilidade de se isolar após um pontapé longo do Vlachodimos. O Benfica chegou ao golo aos vinte e cinco minutos, num penálti marcado pelo Pizzi depois do Florentino ter sido pontapeado na cara. Em vantagem, o Benfica começou a criar ocasiões de golo sucessivas e suficientes para ficar mais descansado no jogo, mas só o Seferovic conseguiu desperdiçar três escandalosas quando o que parecia mais fácil era marcar. O que nos podia ter custado caro, porque o Braga não criou muitas ocasiões de golo mas quando criou uma, o Ricardo Horta acertou no poste quando estava em muito boa posição para marcar.


Se podíamos recear uma segunda parte complicada, depressa ficámos descansados. Ao fim de apenas seis minutos já tínhamos dilatado a vantagem para três golos. Primeiro com mais um golo do Pizzi, logo aos dois minutos. Uma boa jogada colectiva do Benfica, a fazer circular a bola em jogo interior para libertar o André Almeida na direita, que depois fez o cruzamento a meia altura para a área, onde surgiu o Pizzi a finalizar muito bem de primeira e com o pé esquerdo. Nada melhor para o André Almeida do que assinalar o regresso à equipa com uma assistência para golo, a exemplo daquilo que tantas vezes fez a época passada. Quatro minutos depois, um autogolo do Bruno Viana quando tentou interceptar um cruzamento do Seferovic, que fugiu pela esquerda, para o De Tomas. O jogo ficou praticamente decidido aí, apesar de ainda haver muito tempo para jogar. Mas o Benfica estava muito confortável no jogo, e apesar do Braga nunca ter deixado de tentar chegar ao golo a verdade é que não conseguia criar muito perigo, enquanto que o Benfica ia tendo cada vez mais espaço para tentar contra-atacar com sucesso. Já com o Jota em campo, no lugar do De Tomas, o Benfica deu uma expressão ainda mais dilatada ao marcador e chegou ao quarto golo a cerca de um quarto de hora do final. Novo autogolo, desta vez do Esgaio, quando cortou de forma desastrada um cruzamento do Jota que seguia na direcção do Seferovic ao segundo poste. Uma vitória bastante folgada num campo onde muitos antecipavam que passássemos por dificuldades e o resultado ideal para espantar os maus espíritos criados com a exibição da semana passada.


Os melhores do Benfica foram a dupla do meio campo, Taarabt e Florentino. Uma boa parte do nosso jogo passou sempre pelos pés do marroquino, que ainda mostrou a agressividade defensiva suficiente para podermos vê-lo finalmente como uma alternativa válida ao Gabriel. O Florentino fez mais uma exibição ao nível do que tem vindo a mostrar e que o tornam neste momento praticamente um titular indiscutível. À medida que ganha experiência e confiança está também a aventurar-se cada vez mais em zonas próximas da área adversária. O Pizzi voltou a ser decisivo e mais uma vez se confirma que quando ele se ausenta de um jogo, como na semana passada, somos muito diferentes para pior. Uma menção também para o Ferro, que na minha opinião fez um jogo muito bom, dando também uma óptima resposta à exibição menos feliz no Clássico.

Vamos para a primeira pausa no campeonato no segundo lugar, um ponto atrás do surpreendente Famalicão. Depois do enorme apagão da semana passada foi bom ver o Benfica responder desta forma e voltar a ganhar confortavelmente. Esperemos que entretanto o Gabriel possa recuperar da lesão para que nos apresentemos mais fortes no regresso.

sábado, agosto 24, 2019

Aberração

Um Benfica que foi uma autêntica aberração e uma exibição a todos os níveis deplorável - a pior, a larga distância de qualquer outra, da era Lage - resultaram numa derrota justa com o Porto.

Nem vale a pena estar a dissertar muito sobre o que se passou. O Porto foi sempre melhor e uma equipa muito mais sólida durante os noventa minutos. A vitória deles foi simplesmente fácil. Bastou-lhes manter os jogadores atrás da linha da bola, com as linhas bem juntas, e sair para o ataque com dois ou três jogadores, que mesmo assim criavam mais perigo do que qualquer ataque organizado do Benfica. O Benfica hoje simplesmente não existiu, nem como equipa, nem ao nível das individualidades. Quando num mesmo jogo temos Grimaldo, Pizzi e Rafa completamente apagados torna-se muito difícil conseguir o que quer que seja. Raramente conseguimos alinhar três passes seguidos, ao passo que ao Porto bastava meter o guarda-redes ou os centrais a despejar bolas para a frente, que a maioria delas era ganha pelos avançados e quando isso não acontecia a segunda bola era quase sempre deles. Ninguém do Benfica está imune às críticas, incluindo o Bruno Lage, que revelou uma estranha falta de capacidade de reacção perante um jogo que estava claramente a correr mal. Hoje ficou brutalmente evidente o enorme erro de casting que é o Nuno Tavares na direita num jogo de maior dificuldade: raramente o nosso lateral direito conseguiu incorporar-se no ataque, porque ficava logo fora do lance no momento da recepção - incapaz de fazer uma recepção orientada com o pé direito, ao fazê-lo com o esquerdo direccionava logo a bola para o meio e facilitava ao adversário a tarefa de fechar a ala. Não que o Grimaldo do outro lado tenha feito melhor. Apareceu mais vezes no ataque, sobretudo na segunda parte, mas acho que não conseguiu acertar um único cruzamento. A insistência numa dupla de avançados que claramente revela dificuldades em funcionar junta também se notou hoje. O Seferovic está num mau momento de forma, mas é o De Tomas quem tem sido sempre o sacrificado para jogar como segundo avançado e é sempre ele a ser substituído. Em relação ao Pizzi, é difícil encontrar palavras para descrever o quão má foi a sua actuação. E todos sabemos que há um Benfica com Pizzi e outro sem ele. Pior ainda do que a falta de qualidade na exibição foi a atitude. O Pizzi passou uma boa parte do jogo a passo, mais interessado em discutir do que em jogar, encostado ao defesa do seu lado e sem vontade de assumir o jogo. Sem Gabriel no meio campo e sem o Pizzi a querer assumir as despesas de construção a nossa equipa foi um deserto de ideias, porque não seriam certamente o Samaris e o Florentino a conseguir desempenhar essa tarefa - hoje deu também para ver que a lesão do Gabriel deixou um vazio para aquela zona do meio campo, porque o Taarabt não conseguiu mostrar ser uma opção válida. Não me recordo de uma única ocasião de perigo que tenhamos construído em todo o jogo. Depois foi um acumular de erros individuais na defesa. O primeiro golo do Porto resulta de um cabeceamento do Ferro, que completamente à vontade na área conseguiu acertar num colega, com a bola a sobrar para o Zé Luís encostar. O segundo foi uma jogada básica e eficaz, que já tinha sido tentada antes. O Marega deixado 1x1 com o Ferro, bola para as costas da defesa e bastou ganhar em velocidade e corpo para ficar isolado.

Foi a primeira derrota da era Lage para a Liga, e foi inteiramente merecida. Pior, com isto fizemos o favor de reviver uma equipa moribunda que ficaria numa situação muito complicada em caso de derrota. Mas parece que fazer as coisas da forma mais fácil não é para nós. Enfim, esta equipa já nos deu alegrias e motivos de sobra para confiarmos que isto não passou de um dia muito mau frente a um adversário com a lição muito bem estudada. Que nos sirva de lição a nós.

domingo, agosto 18, 2019

Retranca

Com alguma dificuldade foi ultrapassado um adversário complicado, no qual tantas esperanças foram depositadas pelo facto de na época passada ter conseguido não perder na Luz quase sem saber como. Desta vez tentaram a mesma estratégia da retranca, mas nem mesmo com o inestimável apoio da dupla que o ano passado nos surripiou a possibilidade de conquistar a Taça da Liga (Veríssimo & Xistra) a B SAD conseguiu repetir a graça.


Apresentámo-nos no Jamor com o mesmo onze que tinha iniciado os dois jogos oficiais da época. De imediato de para perceber o primeiro factor que iria complicar a tarefa: um péssimo relvado, que tanto travava a bola como alterava a sua trajectória. Depois, logo nos minutos iniciais, vimos o De Tomas falhar depois de ficar isolado por um passe do Pizzi, e na recarga o Seferovic, com a baliza à sua mercê, não acertou na bola. Este lance acabou por ser o mote para a exibição da nossa dupla de ataque esta noite. Completamente desinspirados na finalização e ambos a parecerem até algo desligados do jogo. Do outro lado, uma B SAD a fazer exactamente o mesmo que tinha vindo fazer à Luz quando lhes caiu um empate no colo. Toda a gente bem enfiada lá atrás, longos períodos a trocar a bola entre os três homens mais recuados (dois centrais e um líbero) sem qualquer intenção aparente de progressão, e depois umas tentativas de saída para o ataque através de futebol directo - esta tendência foi-se agravando à medida que o empate persistia no marcador. Não estávamos a fazer dos nossos melhores jogos, mas conforme disse, a tarefa também foi em muito dificultada pelo péssimo relvado (quando começar a chover muito provavelmente volta a ser impossível jogar no Jamor) e no ataque as coisas complicavam-se rapidamente perante a floresta de pernas que acampava à frente da baliza, e quando essas eram ultrapassadas o guarda-redes também se exibiu em bom plano. Era imperioso marcar primeiro, porque de certeza que à atitude ultra-defensiva do adversário se juntaria rapidamente antijogo caso se apanhassem em vantagem. Não era por falta de ocasiões que não marcávamos, mas quase todas elas surgiam pelos pés da dupla de avançados, que esteve simplesmente desastrada. Rafa e Pizzi eram aqueles que iam inspirando a nossa equipa no ataque, com as costas sempre muito bem guardadas pelo Florentino, que voltou a exibir-se a um nível muito alto. E já mesmo a fechar a primeira parte, tal como sucedeu no tal empate da época passada, quase por acaso a B SAD ia marcado. Foi simplesmente um chutão para a frente, onde estava um único jogador deles, mas o Rúben Dias tropeçou e deixou que o adversário se isolasse. Valeu-nos o Vlachodimos, que parece começar a especializar-se em situações onde o adversário lhe aparece isolado pela frente.


Na segunda parte a pressão do Benfica intensificou-se e a B SAD encolheu-se ainda mais. Desde o recomeço que o jogo se disputou praticamente todo dentro do meio campo da B SAD, cujos jogadores acabavam por passar a maior parte do tempo a aliviar bolas da sua defesa, incapazes de sair a jogar em ataque organizado devido à pressão. Xistra & Veríssimo tiveram oportunidade para olimpicamente ignorar um penálti sobre o Rafa logo nos primeiros minutos e assim manter a esperança na B SAD. Faltava o golo para fazer ruir a muralha, e este acabou por surgir ainda antes de findo o primeiro quarto de hora. Inevitavelmente, Rafa e Pizzi na sua origem. A primeira tentativa de combinação do Pizzi com o Grimaldo foi interceptada, mas quando o adversário tentou sair a jogar foi de imediato pressionado pelo mesmo Pizzi e o Rafa, que recuperaram a bola à entrada da área. Depois combinaram entre eles, com o Rafa a vir da esquerda para o meio até conseguir rematar cruzado para o ângulo superior contrário. Um belíssimo e merecidíssimo golo. Depois deste golo a B SAD lá se soltou um bocado e tentou vir um pouco para a frente, mas o Benfica teve sempre um controlo quase absoluto sobre o jogo. A cerca de quinze minutos do final trocámos o De Tomas pelo Chiquinho, uma troca que na minha opinião só pecou por tardia. Incrivelmente, após mais uma falha individual completamente atípica, o empate quase que podia ter acontecido. Dentro da área o Nuno Tavares, mesmo sem grande pressão, falhou um alívio (onde foi notória a falta de pé direito) e a bola sobrou para um adversário, que felizmente rematou frouxo e cruzado para fora. Este lance como que serviu de aviso para o Benfica, que agora com o Chiquinho a dar acompanhamento ao Pizzi e ao Rafa, voltou a carregar sobre o adversário à procura do golo da tranquilidade. Que surgiu, a cinco minutos do fim, naquela que provavelmente terá sido a melhor jogada colectiva do Benfica em todo o jogo, e que terminou com uma tabelinha entre o Chiquinho e o Seferovic para o suíço empurrar para a baliza deserta. Mas a dupla Xistra & Veríssimo conseguiram puxar o jogo atrás até quase ao momento em que o Benfica saiu do autocarro e descobriram um fora de jogo de centímetros do Seferovic, o que lhes deu uma desculpa para anularem o lance. É bom ver que também já estão em forma logo no início da temporada. Mas felizmente acabou por não fazer diferença. Logo de seguida, e já em período de compensação, mais uma bola recuperada pelo Florentino seguiu para o Rafa, este progrediu com ela da esquerda para o meio e deixou-a no Pizzi na direita, que com um remate rasteiro e cruzado a fez entrar junto ao poste mais distante. Game over.


Melhor em campo para mim, e sem quaisquer dúvidas, o Rafa. É o MVP deste início de época. Aquele de quem eu espero sempre uma aceleração ou um rasgo quando a bola lhe chega aos pés. Mesmo nos períodos mais complicados foi sempre ele a pegar na bola e a tomar a iniciativa de partir para cima dos adversários, obrigando-os diversas vezes a recorrer à falta para o travar, depois dele já ter deixado dois ou três pelo caminho. Está numa forma fantástica. Foi bem acompanhado pelo Pizzi, que num estilo diferente vai descobrindo espaços e colegas desmarcados para lhes proporcionar ocasiões de golo. Tal como o Rafa, acaba o jogo com um golo e uma assistência. O Florentino voltou a fazer um jogo enorme e está a crescer a olhos vistos como jogador. Está cada vez mais confiante e a aumentar a sua zona de acção, aparecendo muito mais frequentemente a pressionar e a recuperar bolas em zonas mais adiantadas do terreno, arriscando também mais no passe. O Ferro fez mais um jogo muito sólido. Boa entrada do Chiquinho no jogo, e uma palavra final para o Odysseas: guarda-redes de equipa grande é isto. Acho que teve apenas que fazer uma defesa digna desse nome em todo o jogo, e que defesa foi. Literalmente defendeu um golo.

Está ultrapassado mais um obstáculo complicado, e agora podemos focar atenções no importante jogo que se segue. Teremos uma ocasião única para ganhar uma vantagem substancial sobre o nosso adversário mais directo praticamente na partida do campeonato, mas todo o cuidado será pouco. Acima de tudo, nunca pensarmos que a tarefa estará facilitada: no futebol há poucas fórmulas mais perigosas do que uma equipa com o orgulho ferido a defrontar outra com excesso de confiança. Teremos que encarar este jogo com a humildade e o profissionalismo do costume para termos as melhores hipóteses de alcançar o resultado que todos desejamos.

domingo, agosto 11, 2019

Bis

Segundo jogo oficial da época, e porque os bons hábitos são para manter, segunda goleada. Um bis dos números da Supertaça. Os resultados volumosos parecem ir acontecendo de forma quase natural, quase que uma conclusão lógica para a forma como abordamos os jogos.


Não sei se o problema é meu, mas mais uma vez nem achei que o Benfica tivesse feito uma exibição assim tão boa. Só que a constante de sermos capazes de criar ocasiões de golo com bastante frequência durante um jogo nas quais colocamos sempre diversos jogadores em situação de finalizar aumentam muito as possibilidades de concretização. E depois há aquele pormenor de não tirarmos o pé do acelerador nas fases finais dos jogos, mesmo com o resultado feito, o que faz com que marquemos golos nessa altura (desconfio que é por isso que agora os árbitros estão a dar apenas um minuto de compensação quando os jogos justificariam bastante mais tempo). Quanto ao jogo, começámos  a jogar para a baliza grande porque o Paços achou engraçado tentar a falta de educação de trocar a ordem de escolha dos campos. Não faço ideia porque motivo acham que isso lhes traz algum tipo de vantagem, porque regra geral o resultado para quem tenta isso é mau - basta recordar que o Nacional o ano passado também o fez. Para mim é simplesmente falta de educação - e como ser-se convidado para ir a casa de alguém e sentarmo-nos no lugar do anfitrião. Enfim. Em termos de futebol, nem começámos mal, com um par de jogadas em que o De Tomas cruzou rasteiro para que o Seferovic só tivesse que desviar para o golo, mas o suíço não conseguiu chegar à bola em ambas as ocasiões. Um canto de laboratório também permitiu um remate ao Grimaldo que ficou perto do golo. Depois o Paços foi conseguindo acertar marcações e fechar os caminhos para a baliza e o jogo tornou-se mais feio e complicado. O Paços tentava sair através de bolas longas e em certos períodos o Benfica teve dificuldade em ganhar as segundas bolas depois destas serem cortadas pela defesa, ou tocadas pelo Tanque que jogava no ataque do Paços. A ausência do Gabriel fez-se notar porque o Samaris não tem a mesma capacidade de passe, e por isso a bola demorava mais a chegar aos flancos, o que dava tempo ao adversário para fechar. Na direita, o Nuno Tavares revelava sempre alguma dificuldade para dar profundidade devido à 'falta' de pé direito. Mas pouco depois do meio da primeira parte, e numa altura em que o Benfica ensaiou algumas vezes o Pizzi a encostar mais na direita permitindo ao Nuno flectir para o meio, surgiu o golo que desbloqueou o nulo. O Pizzi deixou a bola no Nuno, que bem fora da área a ajeitou e depois desferiu um remate que fez a bola entrar bem juntinho do poste mais distante. Um golaço na estreia para um jogador que tem tudo para se impor no Benfica, sobretudo quando jogar na sua posição natural. Cinco minutos depois, penálti assinalado a nosso favor depois de um corte claro com a mão dentro da área, e o Pizzi concretizou com facilidade. Até ao intervalo, ainda houve uma boa ocasião para o Samaris, mas ele inclinou-se todo para trás no momento do remate e a bola foi para a bancada.


Tendo em conta que o Paços, apesar da boa vontade, não criou uma ocasião real de golo (a única que criou foi anulada por posição irregular) a sensação era que o Benfica voltava para a segunda parte com o jogo praticamente resolvido. Mas deste Benfica habituámo-nos a esperar futebol de ataque e golos até ao apito final, por isso todos antecipávamos ver o resultado ampliar-se. O início do segundo período confirmou isso mesmo, com o Samaris a desperdiçar uma ocasião flagrante de golo, depois foi o De Tomas, e a seguir o Seferovic, quando tentou finalizar um contra-ataque com o pior pé, o direito. Em todas estas ocasiões o jogador que finalizou tinha ao seu lado um colega solto de marcação - pena o egoísmo revelado. Depois aos sessenta e cinco minutos, quase em simultâneo, duas situações que acabaram por ter influência no avolumar do resultado. Primeiro, um jogador do Paços foi expulso por acumulação de amarelos, ao travar a saída do Nuno Tavares para um contra-ataque. Depois, o Chiquinho rendeu o De Tomas e veio dar outra dinâmica ao ataque. Cinco minutos depois, surgiu o terceiro golo. O Nuno Tavares (a aparecer mais vezes adiantado na segunda parte) descobriu o Chiquinho na área, que cruzou para o Seferovic empurrar para a baliza. E passados outros cinco minutos, o quarto, desta vez com o Nuno Tavares a assistir o Pizzi para um remate cruzado de ângulo muito apertado, que fez a bola entrar junto ao poste mais distante. Depois deste golo o Benfica fez duas alterações, continuando a apostar no ataque. Estreia do Vinícius, que entrou juntamente com o Jota, rendendo o Rafa e o Samaris - o Chiquinho passou para o meio campo e o Vinícius foi formar dupla no ataque com o Seferovic, ficando o Jota na esquerda. Jota que esteve muito perto de marcar o seu primeiro golo oficial pela equipa principal, mas o guarda-redes conseguiu desviar para canto. Não marcou ele, marcou o Vinícius no minuto seguinte, quando faltavam seis para acabar. Cruzamento rasteiro do Nuno Tavares na direita, e finalização ao segundo poste para se tornar no segundo jogador a marcar esta noite na estreia para a Liga pelo Benfica.


Homem do jogo, para mim, o Nuno Tavares. Apesar das dificuldades por estar a jogar adaptado a uma posição que não é a sua, o golo que começou a demolir a resistência do Paços e duas assistências na estreia no Estádio da Luz é simplesmente brilhante. O Pizzi também merece destaque, pois marcou dois golos e, apesar do mérito ser quase todo do Nuno Tavares, para todos os efeitos a assistência para o primeiro golo é dele. O Florentino voltou a estar em bom nível.

Um óptimo resultado na estreia para a Liga, para ajudar a afastar cada vez mais aquela maldição que tivemos durante várias épocas de quase nunca ganharmos estes jogos. E melhor ainda quando complementada com a derrota de um dos adversários directos contra outra equipa recém-promovida. Agora é começar já a pensar no jogo contra a única equipa que a época passada conseguiu tirar-nos pontos desde que o Bruno Lage tomou o comando. Todo o cuidado é pouco.

segunda-feira, agosto 05, 2019

Manita


Foi uma forma muito boa de regressar aos jogos oficiais. Mais um troféu conquistado e uma manita a uma equipa que merece sempre uns resultados destes. E nem me vou alongar muito. Sinceramente, o Benfica nem sequer fez um jogo por aí além. Jogámos com a equipa esperada, que incluiu a adaptação do Nuno Tavares à lateral direita e a dupla atacante De Tomas/Seferovic. O jogo foi repartido durante o primeiro tempo, em que jogámos contra o vento, e o melhor jogador do mundo e arredores conseguiu ameaçar a nossa baliza um par de vezes (mas o lance mais perigoso foi um quase autogolo do Ferro, que o Vlachodimos defendeu). O Benfica foi aquilo a que nos habituou com o Bruno Lage: sempre ameaçador nas transições, nas quais consegue facilmente criar situações em que surgem quatro, cinco ou até mais jogadores na zona de finalização. A cinco minutos do intervalo o Pizzi, esse jogador banal que nem sequer teve lugar no onze ideal da Liga da época passada, com um cruzamento largo descobriu o Rafa na zona do segundo poste, que com um toque de primeira nos colocou em vantagem. Na segunda parte, demorámos quinze minutos a chegar ao segundo golo e depois foi simplesmente assistir ao completo desmoronamento do Sporting. Uma recuperação de bola do Rafa logo à entrada da área adversária, e passe para o banal Pizzi fazer o golo. Três minutos depois, livre directo do Grimaldo e três a zero. A resposta do Sporting foi o melhor jogador do mundo e arredores a jogar sozinho e a divertir-se a atirar bolas para a bancada. Eu diria que com base neste jogo ele se desvalorizou uns cinquenta milhões. Nada de muito grave, ainda dá para o vender por uns cento e cinquenta. Neste momento a goleada era quase uma certeza, só restava saber por quanto. O quarto golo surgiu mais uma vez pelo banal Pizzi num remate cruzado, depois de mais uma assistência do Rafa. O quinto foi sendo adiado até ao apito final, altura em que uma insistência do Seferovic depois de ter falhado o golo deixou a bola para uma recarga enrolada do Chiquinho. Isto depois de sobre o minuto noventa um jogador do Sporting ter sido expulso, o que claramente mostra a forma como o Sporting foi roubado pela arbitragem (a sério, vejam o relato do jogo no canal deles se se quiserem rir um bocado). Estranhamente, a presença do melhor jogador do mundo e arredores em campo não foi suficiente para golear o Benfica, e em vez disso foi o banal Pizzi a fazer dois golos e uma assistência e a ser considerado o homem do jogo.

Destaques do Benfica: Pizzi (dois golos e uma assistência), Rafa (um golo e duas assistências) e Florentino (um monstro no meio campo).

Foi bom ganhar de forma convincente, e se calhar ainda melhor porque nem jogámos assim tanto - por exemplo, a época passada jogámos muitíssimo melhor para o campeonato em Alvalade e só vencemos por 4-2, quando justificámos um resultado muito mais dilatado. Mas parece-me evidente que temos um plantel superior ao do Sporting. Agora é importante não deixarmos que este resultado conduza a qualquer tipo de euforias, porque há claramente ainda muito trabalho pela frente.

domingo, maio 19, 2019

#Reconquista

Acabou, está feito. Uma das mais notáveis e improváveis recuperações na história do futebol nacional acabou como tinha que acabar: com a conquista do campeonato, o trigésimo sétimo da incomparável história do Sport Lisboa e Benfica.


E a reconquista não foi apenas do título de campeão. Ao vencermos o quinto campeonato em seis anos assinalamos de forma indiscutível a reconquista do estatuto que pertence ao Benfica por direito: o de força hegemónica do futebol português. Os números e as circunstâncias desta recuperação já todos os conhecem, e apenas amplificam o mérito do que foi feito. Desde que Bruno Lage tomou conta da equipa foram dezoito vitórias e um empate em dezanove jogos. Neste período ganhámos nove pontos ao Porto, quinze ao Sporting e vinte e um ao Braga, passando do quarto lugar para a liderança incontestável. Marcámos setenta e dois golos (uma incrível média de 3,78 por jogo) que nos permitiu terminar a prova com 103 golos marcados, igualando o melhor registo de sempre do Benfica. Jogámos fora contra todas as equipas classificadas do segundo ao sétimo lugar na tabela, com um registo 100% vitorioso. Jogámos como há muito não se via, marcámos golos para todos os gostos, encantámos e fizemos vibrar toda uma nação benfiquista que se uniu à volta da equipa e que ontem saiu à rua num vulcão de alegria e orgulho clubístico. E em tantas, tantas horas de celebração, talvez tenham reparado que não houve um, um único cântico que não fosse de exaltação ao Benfica e ao Benfiquismo. Nem uma referência a um adversário, mesmo quando nos últimos dois anos temos sido vítimas de uma das mais nojentas e infames campanhas de difamação por parte deles, em que não houve limites ou ponta de vergonha naquilo que nos atiraram. Outros há que não conseguem celebrar uma taça de matraquilhos ou sequer um mero golo sem se lançarem em cânticos insultuosos ao Benfica. É que para os benfiquistas o Benfica é o mais importante. Para os outros, também.


Sobre o jogo, quase se pode dizer que foi rotina para esta equipa de Bruno Lage. Um início algo nervoso, quase que uma espécie de medo cénico por estarmos ali, em nossa casa quase a rebentar pelas costuras, prestes a confirmar aquilo que ninguém tinha alguma vez conseguido. Mas tudo ficou resolvido com uma eficácia tremenda: em três ou quatro ocasiões, três golos e a saída para intervalo com uma certeza quase absoluta que o título estava no bolso. Seferovic a passe brilhante do Samaris, João Félix numa pequena obra de arte individual e Rafa a aproveitar um ressalto após uma boa jogada de ataque e cruzamento do André Almeida deixaram o resultado num esclarecedor três a zero, que nos deixava apenas a tarefa de ter que esperar mais quarenta e cinco minutos para termos a confirmação definitiva que o título era nosso. Na segunda parte o Seferovic ainda somou novo golo, a centro do Grimaldo, para abrilhantar ainda mais o título de melhor marcador da prova, com vinte e três golos - de assinalar que quando Bruno Lage pegou na equipa, ele tinha apenas dois golos marcados. O Santa Clara ainda teve direito ao golo de honra (que mereceu) marcado pelo nosso ex-jogador César, que nem celebrou e até pareceu pedir desculpa. Depois deu para assistirmos à emoção do Jonas quando entrou para o lugar do João Félix, para aquele que suspeito que tem fortes possibilidades de ter sido o último jogo oficial pelo Benfica. A expectativa de quase todo o público passou a ser ver mais um golo do Jonas para assinalar a ocasião. Do público e dos colegas de equipa, que me pareceram particularmente empenhados em proporcionar essa alegria ao Jonas. Esteve perto de acontecer, mas o guarda-redes do Santa Clara não esteve pelos ajustes e negou-o com uma boa defesa.


Bruno Lage é indiscutivelmente o maior responsável por este título, e espero que possa ficar por cá bastante mais tempo para dar continuidade ao brilhante trabalho desta época. Há muito tempo que não víamos um Benfica tão português (sete portugueses no onze base) e com tantos jogadores formados no clube ser campeão. Espero também que consigamos manter a maior parte deles (se não todos) durante mais algumas épocas, e que lhes possamos juntar mais alguns jovens aqui formados. Nas celebrações de ontem foi agradável ver a emoção dos jogadores mais experientes mas também a alegria dos vários jovens que entraram no Benfica ainda crianças, que sonharam com momentos destes, e que agora o podiam viver não só como jogadores mas também como adeptos. Eles são mais uma extensão nossa sobre os relvados. Toda a gente foi importante nesta conquista, até porque com Bruno Lage o lema passou a ser 'Todos Contam', mas é impossível não destacar a prestação de alguns jogadores. Como os renascidos Seferovic, Samaris e Rafa, este mostrar finalmente todo o seu valor e a justificar o investimento que o Benfica fez nele. A explosão definitiva do João Félix, um jogador que o Benfica deverá a todo o custo tentar manter mais algumas épocas, até porque será completamente impossível o Benfica encontrar um substituto para ele. O sempre criticado Pizzi, mas que época após época continua a mostrar o quão imprescindível é, somando assistências atrás de assistências - esta época foram dezanove. e por falar em jogadores criticados, André Almeida. O que é certo é que já leva cinco títulos de campeão, e esta deve ter sido a sua melhor época de sempre. Com o tempo de casa que tem é também já um dos pilares da mística. Grimaldo, outro dos jogadores a manter a todo o custo. A nossa dupla de centrais 'made in Seixal'. E não vou esquecer o Gabriel, que acabou por perder a maior parte desta fase final do campeonato, mas que seguramente voltará em força para a próxima época e será uma das peças mais importantes da equipa.


Quanto a momentos decisivos, também foram vários, a começar logo pelo jogo de estreia do Bruno Lage, contra o Rio Ave, em que aos vinte minutos estamos a perder por dois golos e depois damos a volta ao resultado com brilhantismo. A indiscutível vitória em Alvalade, na qual ficámos a dever-nos uma goleada histórica. A vitória em Guimarães com o golo do Seferovic à beira do fim. E obviamente a vitória no Dragão, ainda por cima tendo que dar a volta ao resultado. Desse jogo, para mim, fica o momento que simboliza aquilo que foi o Benfica desde que o Bruno Lage regressou. Foi quando o João Félix marcou o golo do empate, e a reacção do Rafa foi ir a correr buscar a bola ao fundo da baliza e trazer a equipa de volta para o seu meio campo para recomeçar o jogo. O empate não era suficiente e era a vitória que queríamos, mesmo em casa do maior adversário. O Benfica de Lage foi isto: uma sede permanente de vitória, uma crença inabalável em nós mesmos.

Agora é altura de irmos de férias enquanto se começa já a preparar a campanha para o trinta e oito. Queremos a quarta estrela sobre o emblema e o caminho é por aí. Tempo para descansar, para deixarmos os nossos inimigos a remoer o nosso sucesso (provavelmente para a semana, quem quer que deles vença a taça, inevitavelmente lembrar-se-á de nós) e irmos de férias para regressarmos ainda mais fortes. Viva o Benfica!

segunda-feira, maio 13, 2019

Um

Estamos cada vez mais perto, mas ainda nada está ganho. Foi mais um jogo de sofrimento, ainda mais do que os últimos, mas teve um final feliz. Agora fica a faltar-nos um empate no último jogo.


Não consigo escrever muito pormenorizadamente sobre o jogo, até porque não o consegui acompanhar tão atentamente como desejaria. Alinhámos com o onze óbvio, e dificilmente poderíamos pedir uma melhor entrada. Logo nos minutos iniciais o Rafa colocou-nos em vantagem ao aproveitar um ressalto num defesa do Rio Ave, após um cruzamento do André Almeida, limitando-se a empurrar a bola a um metro da linha de golo. Nada melhor para acalmar nervos e estabilizar a equipa. Mas já sabemos que não há jogos fáceis nesta fase, e quem pensou que o golo madrugador evitaria dificuldades enganou-se. O Rio Ave jogou olhos nos olhos com o Benfica, e pareceu-me que nos encostámos demasiado à vantagem. O Florentino voltou a parecer nervoso, alternando o bom com o mau, e o Rúben nunca acertou convenientemente com a marcação ao avançado do Rio Ave e cometeu falta atrás de falta. Por falar em faltas, diga-se que o árbitro fez neste jogo aquilo que já tinha feito no jogo da segunda mão da taça em Alvalade, ou seja, no início deu carta branca para que se travassem os nossos jogadores com faltas sucessivas - em particular o Coentrão, que nem deve saber como chegou ao intervalo em campo, quanto mais ao final do jogo. O jogo foi sempre aberto e a sensação era a de que um golo poderia acontecer a qualquer momento, em qualquer uma das balizas, mas o Rio Ave tinha demasiada bola para o meu gosto. Podíamos perfeitamente ter chegado ao intervalo empatados, valendo-nos o Vlachodimos com uma enorme defesa a um livre do Nuno Santos. em vez disso, saímos a vencer por dois golos, depois do João Félix marcar numa recarga após um contra-ataque - na altura pensei que o Pizzi ainda tivesse tocado na bola, mas depois de rever o lance percebi que não, o que significa que o João Félix estava em posição irregular quando o passe foi feito. Dois golos de vantagem era muito bom mas não dava para relaxar, porque se não fosse por aquilo que vimos durante a primeira parte, tínhamos aquilo que aconteceu ao Porto como exemplo do que o Rio Ave é capaz.


E a prova disso foi que em cinco minutos já o Rio Ave tinha reduzido e voltado a colocar a incerteza no resultado. Uma tentativa falhada de remate foi encontrar o Tarantini sozinho nas costas dos nossos centrais, e ele não teve qualquer dificuldade em marcar. Felizmente a preocupação não durou muito tempo, porque apenas seis minutos depois o Pizzi voltou a colocar a difertença em dois golos. O golo surge numa entrada do Grimaldo pela esquerda depois de um bom passe do Ferro, tendo depois ganho um ressalto e passado a bola para o centro da área, onde o Pizzi teve tempo para receber e colocar a bola bem juntinho da base do poste - tão colocada que ainda tocou no poste. Oportunidade para um pequeno suspiro de alívio e esperar que aquele golo conseguisse refrear os ânimos do Rio Ave. Mas não foi isso que aconteceu, pois o Rio Ave nunca baixou os braços - só que, de tão balanceados para o ataque, expunham-se muito aos nossos contra-ataques e por isso só podemos queixar-nos de nós próprios por não termos conseguido arrumar de vez com a questão. O Rio Ave tinha muito mais bola e atacava, mas o Benfica em contra-ataque teve ocasiões flagrantíssimas para aumentar a vantagem. O André Almeida apareceu isolado na cara do guarda-redes e de forma incrível permitiu-lhe a defesa. A resposta do Rio Ave foi um cabeceamento a obrigar o Vlachodimos a mais uma grande defesa para canto. Depois foi o Seferovic a falhar de forma inacreditável o golo, atirando para fora quando estava em posição privilegiada em frente à baliza depois de um passe de calcanhar do Rafa. E como quem não marca por norma sofre, a cinco minutos do final o Rio Ave reduziu mesmo. Alguma passividade da parte do Benfica a deixar que o adversário cruzasse para a área à vontade, e depois o Ronan antecipou-se ao Ferro e cabeceou sem hipóteses para o Vlachodimos. Mais uns minutos de sofrimento até final, mas foi mais nervoso do que outra coisa porque felizmente o Rio Ave não conseguiu criar muito mais perigo até final.


Não gostei particularmente do nosso jogo, mas o importante era não perder e de preferência ganhar. Como isso foi conseguido, foi uma exibição positiva. Tenho alguma dificuldade em destacar alguém, mas talvez a minha escolha vá para o Samaris pelo muito trabalho que teve durante todo o jogo.

Um ponto é o que nos separa de um objectivo que há cinco meses pareceria quase impossível ao mais optimista dos benfiquistas. Temos andado a jogar final atrás de final desde que fomos ao Dragão conquistar o primeiro lugar e concretizar uma recuperação notável e improvável. Falta agora a final das finais, que não poderemos encarar de ânimo leve. Temos que continua a ser Benfica para que seja possível fechar com sucesso um dos campeonatos mais difíceis da nossa história.