segunda-feira, maio 13, 2019

Um

Estamos cada vez mais perto, mas ainda nada está ganho. Foi mais um jogo de sofrimento, ainda mais do que os últimos, mas teve um final feliz. Agora fica a faltar-nos um empate no último jogo.


Não consigo escrever muito pormenorizadamente sobre o jogo, até porque não o consegui acompanhar tão atentamente como desejaria. Alinhámos com o onze óbvio, e dificilmente poderíamos pedir uma melhor entrada. Logo nos minutos iniciais o Rafa colocou-nos em vantagem ao aproveitar um ressalto num defesa do Rio Ave, após um cruzamento do André Almeida, limitando-se a empurrar a bola a um metro da linha de golo. Nada melhor para acalmar nervos e estabilizar a equipa. Mas já sabemos que não há jogos fáceis nesta fase, e quem pensou que o golo madrugador evitaria dificuldades enganou-se. O Rio Ave jogou olhos nos olhos com o Benfica, e pareceu-me que nos encostámos demasiado à vantagem. O Florentino voltou a parecer nervoso, alternando o bom com o mau, e o Rúben nunca acertou convenientemente com a marcação ao avançado do Rio Ave e cometeu falta atrás de falta. Por falar em faltas, diga-se que o árbitro fez neste jogo aquilo que já tinha feito no jogo da segunda mão da taça em Alvalade, ou seja, no início deu carta branca para que se travassem os nossos jogadores com faltas sucessivas - em particular o Coentrão, que nem deve saber como chegou ao intervalo em campo, quanto mais ao final do jogo. O jogo foi sempre aberto e a sensação era a de que um golo poderia acontecer a qualquer momento, em qualquer uma das balizas, mas o Rio Ave tinha demasiada bola para o meu gosto. Podíamos perfeitamente ter chegado ao intervalo empatados, valendo-nos o Vlachodimos com uma enorme defesa a um livre do Nuno Santos. em vez disso, saímos a vencer por dois golos, depois do João Félix marcar numa recarga após um contra-ataque - na altura pensei que o Pizzi ainda tivesse tocado na bola, mas depois de rever o lance percebi que não, o que significa que o João Félix estava em posição irregular quando o passe foi feito. Dois golos de vantagem era muito bom mas não dava para relaxar, porque se não fosse por aquilo que vimos durante a primeira parte, tínhamos aquilo que aconteceu ao Porto como exemplo do que o Rio Ave é capaz.


E a prova disso foi que em cinco minutos já o Rio Ave tinha reduzido e voltado a colocar a incerteza no resultado. Uma tentativa falhada de remate foi encontrar o Tarantini sozinho nas costas dos nossos centrais, e ele não teve qualquer dificuldade em marcar. Felizmente a preocupação não durou muito tempo, porque apenas seis minutos depois o Pizzi voltou a colocar a difertença em dois golos. O golo surge numa entrada do Grimaldo pela esquerda depois de um bom passe do Ferro, tendo depois ganho um ressalto e passado a bola para o centro da área, onde o Pizzi teve tempo para receber e colocar a bola bem juntinho da base do poste - tão colocada que ainda tocou no poste. Oportunidade para um pequeno suspiro de alívio e esperar que aquele golo conseguisse refrear os ânimos do Rio Ave. Mas não foi isso que aconteceu, pois o Rio Ave nunca baixou os braços - só que, de tão balanceados para o ataque, expunham-se muito aos nossos contra-ataques e por isso só podemos queixar-nos de nós próprios por não termos conseguido arrumar de vez com a questão. O Rio Ave tinha muito mais bola e atacava, mas o Benfica em contra-ataque teve ocasiões flagrantíssimas para aumentar a vantagem. O André Almeida apareceu isolado na cara do guarda-redes e de forma incrível permitiu-lhe a defesa. A resposta do Rio Ave foi um cabeceamento a obrigar o Vlachodimos a mais uma grande defesa para canto. Depois foi o Seferovic a falhar de forma inacreditável o golo, atirando para fora quando estava em posição privilegiada em frente à baliza depois de um passe de calcanhar do Rafa. E como quem não marca por norma sofre, a cinco minutos do final o Rio Ave reduziu mesmo. Alguma passividade da parte do Benfica a deixar que o adversário cruzasse para a área à vontade, e depois o Ronan antecipou-se ao Ferro e cabeceou sem hipóteses para o Vlachodimos. Mais uns minutos de sofrimento até final, mas foi mais nervoso do que outra coisa porque felizmente o Rio Ave não conseguiu criar muito mais perigo até final.


Não gostei particularmente do nosso jogo, mas o importante era não perder e de preferência ganhar. Como isso foi conseguido, foi uma exibição positiva. Tenho alguma dificuldade em destacar alguém, mas talvez a minha escolha vá para o Samaris pelo muito trabalho que teve durante todo o jogo.

Um ponto é o que nos separa de um objectivo que há cinco meses pareceria quase impossível ao mais optimista dos benfiquistas. Temos andado a jogar final atrás de final desde que fomos ao Dragão conquistar o primeiro lugar e concretizar uma recuperação notável e improvável. Falta agora a final das finais, que não poderemos encarar de ânimo leve. Temos que continua a ser Benfica para que seja possível fechar com sucesso um dos campeonatos mais difíceis da nossa história.

1 Comments:

At 5/13/2019 7:34 da tarde, Blogger joão carlos said...

O post esta com a qualidade que nos tens habituado.


Na primeira parte não senti que a equipa se tenha encostado à vantagem pareceu mais uma reacção deles que nos fizeram recuar mas sobretudo foi mais incapacidade nossa de conseguir pressionar como o tínhamos feito até ai no inicio da segunda é que entramos como já fizemos noutros jogos apenas preocupados em gerir o jogo e a propósito já era tempo de alguém perceber que esta equipas e este jogadores não tem características para gerir o jogo dando a bola ao adversário e encontrar outra alternativa a isso.
Mais uma vez o nosso treinador esteve muito mal ao retardar as substituições e pelos que se via ele até percebeu que a equipa estava a ficar partida o que nada nos interessava só não se percebe é porque tanta demora e o mesmo com as ultimas que por aquilo que se viu fez a equipa ter mais bola e mais longe do nosso meio campo alias o ponta de lança que entrou fez mais em dois minutos, quer ofensivamente quer defensivamente, que o que ele tinha substituídos nos anteriores quinze minutos tão o desgaste do jogador.
Felizmente nos últimos tempos as lesões não tem sido tantas, embora os jogos sejam também mais espaçados, ainda assim não se percebe como é que um jogador teve lesionado, recupera, na semana seguinte volta a ter lesão, até prolongada, volta novamente e na semana seguinte volta a ter nova lesão isto é demonstrativo de que algo se passa para termos tantas lesões e ou rapidamente e de uma vez por todas se descobre e resolve o problema ou não existe plantel que aguente e vamos passar por dificuldades.

 

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