quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Cabeçudos, o caraças!

Ainda em relação ao amigo Lucílio. Sempre que me falam nele, lembro-me logo de várias das suas actuações memoráveis em jogos do Benfica, como a expulsão do Ricardo Rocha depois da 'falta' sobre o Deco, o arraial de pancadaria que lhe passou despercebido na final da Taça ganha ao FCP de Mourinho (que depois ainda teve a lata de se queixar da arbitragem), os critérios disciplinares 'flutuantes' que exibe nos nossos jogos, etc. Mas a performance mais memorável dele, aquela que me surge sempre nos pensamentos quando contemplo este triste figurão da arbitragem portuguesa, foi aquela no jogo que disputámos em Alvalade em 7 de Maio de 2000, jogo esse que poderia dar o título pelo qual o Clube do Lumiar (des)esperava há dezoito anos. Esse jogo para mim foi o verdadeiro deixar cair da máscara, e a partir daí nunca mais consegui confiar neste tipo. E um dos motivos pelos quais eu também nunca esqueço essa exibição arbitral memorável é também o texto que a Leonor Pinhão escreveu sobre o assunto. Ao saber que o Lucílio nos vai arbitrar na próxima sexta-feira, recordei-me novamente desse texto, e fui soprar o pó aos arquivos para o reler. Voltei a rir-me com o texto, e voltei a sentir uma pontinha de emoção quando me recordei que "Eu estive lá! Eu vi!". Por isso acabei por decidir partilhar esse texto com aqueles que não tiveram ainda a oportunidade de o ler. Aqui fica então, com a devida enorme vénia à Leonor Pinhão:


"'Lucílio Baptista prejudicou o Sporting!'

Sousa Cintra, ex-presidente do Sporting à saída do Estádio José de Alvalade, no Domingo, 7 de Maio de 2000, às 21h58.

Extenuado, André Cruz ouviu o árbitro apitar. Incrédulo, passou a mão direita pela testa na tentativa vã de limpar o suor que caía em torrentes e que se misturava, sem glória, com as águas da extraordinária chuvada. A segunda parte ia já a meio e Cruz admitiu o pior quando, do seu campo, viu Acosta encostar-se a Sérgio Nunes e atirar-se para o chão em mais um momento agudo de crise ciática. «Oh não, outra vez não, este cara está a gozar comigo!» Mas a cara de Lucílio Baptista não enganava ninguém. Oh sim, outra vez sim! Perante meio conselho de vibrantes ministros, perante autarcas e dignitários religiosos, perante banqueiros e administradores dos capitais do Estado, cabia-lhe a ele, André Cruz, pela trigésima-quarta vez naquela noite, a responsabilidade de tentar marcar de livre um golo ao Benfica.

Lucílio Baptista apitara e agora apontava para o lugar onde a bola deveria ser colocada para a cobrança. Com dores musculares, em resultado do intenso treino a que Lucílio Baptista o obrigou, o brasileiro encaminhou-se para o local escolhido e, já sem forças para ajeitar o esférico, olhou para a baliza do Benfica. «Tem graça, daqui ainda nunca tinha rematado neste jogo», pensou. Os trinta e três livres anteriores tinham sido disparados de, praticamente, todas as partes do campo: de longe, de perto, de muito longe, de muito perto, sobre a esquerda, sobre a direita, ao meio, ligeiramente enviesados para qualquer um dos lados e sempre, sempre «bem ao gosto do pé de André Cruz», como gritavam ferventes de emoção os homens das rádios e das televisões de todo o mundo.

E nada. A bola não entrava. Na sua ânsia louca de prejudicar o Sporting, Lucílio Baptista interrompia sistematicamente todas as bonitas e eficazes jogadas do ataque leonino e convertia-as em livres. Recorde-se que, em todo o jogo, só por uma vez o árbitro deixou o Sporting concluir uma movimentação colectiva que terminou com um perigoso remate de De Franceschi. Era este o caminho para a vitória mas Lucílio Baptista não queria assim. Queria livres. André Cruz já estava farto de marcar livres e sempre que ouvia Lucílio Baptista apitar não conseguia deixar de sentir um calafrio pela espinha. «Mas porque é que este cara não marca um penálti igual ao que marcou ao Boavista no jogo com o Setúbal, o clube da terra dele, e resolve isto de uma vez por todas?»

Cruz tinha razão. A arbitragem estava a ser muito habilidosa. Veja-se, por exemplo, o caso dos cartões amarelos dados praticamente a toda a equipa do Benfica. Só os ingénuos não percebem que a ideia não era levar o Sporting a vencer o jogo por ausência de adversários mas sim queimar tempo com ninharias, tomar notinhas, enervar a plateia, desmoralizar, dar tempo aos jogadores do Benfica para se recomporem do cansaço de fazer barreiras atrás de barreiras. Por exemplo, quando o árbitro mostrou o cartão a Ronaldo até se enganou, de propósito, e em vez do amarelo tirou o bloco de apontamentos que exibiu peremptório e bem alto na direcção do atónito jogador do Benfica. Com isto passaram-se mais dez segundos.

O Benfica não passava do meio campo. Nuno Gomes já ia na sua vigésima-nona falta atacante, um predador este avançado do Benfica. Lucílio Baptista não queria que o Sporting tivesse espaço para atacar e, vai daí, empurrou a equipa visitante para a sua baliza, de modo a formar um bloco compacto e intransponível. Um manhoso, este árbitro. André Cruz esfregou os olhos antes de partir para a marcação do seu trigésimo-quarto livre da noite. Depois, a custo, correu e rematou. A bola fez um arco pífio e saiu ao lado do poste direito da baliza de Enke. Agora era Lucílio Baptista que estava farto. Caramba, tinha uma reputação por defender! A partir daí o seu apito não trinaria mais, acontecesse o que acontecesse.

Mas mesmo sem apitar Lucílio Baptista não deixou de beneficiar escandalosamente o Benfica. Já bem pertinho do fim, aos 82 minutos, Nuno Gomes, por pura maldade, entra com a bola pela área do Sporting, apronta-se para passar por Toñito e ficar sozinho frente a Schmeichel. Mas não foi nada disto o que o feroz avançado benfiquista fez. Estão certamente recordados: Nuno Gomes entrou na área, desinteressou-se da jogada e sentindo Toñito no chão (o que estaria Toñito a fazer no chão?), sem piedade desatou aos saltos por cima do corpo do seu adversário numa dança selvagem. Toñito gritava, Gomes saltava por cima dele, agora a pés juntos e mordendo, em transe, a, entretanto arrancada, fitinha para o cabelo, imagem de marca do talentoso e espezinhado jogador do Sporting.

E não é que Lucílio Baptista nem cartão amarelo mostrou a Nuno Gomes que, descarado, reclamou um penálti? Não queria mais nada, não sabe, se calhar, que há mais de quatro anos que nenhum árbitro marca um penálti ao Sporting no campeonato nacional de futebol e que essa era, aliás, a única razão para que a imprensa internacional tivesse invadido, naquela noite, Alvalade. Ver para crer! Francamente, Nuno Gomes, bem pode agradecer à RTP que, em conluio com o Benfica, descreveria o lance com estas bem lisonjeiras palavras se atendermos à gravidade do que se passou: «Nuno Gomes pisa a perna do jogador do Sporting e acaba por se desequilibrar.» Ah, valentes!

Heynckes, vendo o comportamento do seu jogador, que arriscava a expulsão se se atrevesse a entrar mais uma vez na área do Sporting, resolve substitui-lo por João Tomás. A dois minutos do fim do jogo, João Tomás foge pela direita do ataque do Benfica e encontra-se frente a frente com André Cruz. «Depois de marcar trinta e quatro livres ainda querem que eu tenha pernas para agarrar este cara...», lamentou-se em surdina o jogador brasileiro enquanto via o avançado do Benfica passar por ele e entrar na área. Mas Cruz, num assomo de profissionalismo, foi a custo atrás de João Tomás e, sem forças para mais, derrubou delicadamente o rapazola.

O que se passou a seguir vai entrar na história do futebol português no capítulo dos mistérios mais inexplicáveis. Se Lucílio Baptista já tinha prometido a si próprio que não apitava mais, que loucura levou o árbitro a marcar, pela primeira vez em todo o jogo, um livre perigoso contra o Sporting? Em bom juízo deveria ter marcado falta atacante a João Tomás. Falta atacante e cartão amarelo para queimar tempo e continuar, assim, a prejudicar o Sporting como fez em todo o encontro. Mal sabia Lucílio Baptista que os comentadores da RTP, em conluio com o Benfica, chegaram mesmo a admitir que a falta, a existir, poderia ter sido cometida dentro da área, de danadinhos que estavam por uma vitória do Benfica. Um dos comentadores, por certo irresponsável, não teve medo da violência avulsa das palavras e, contra todas as regras da mais elementar decência, disse que Lucílio Baptista estava a ser «caseirinho». Mas que falta de respeito pela tribuna vip de Alvalade. Árbitros e jornalistas em compadrio para prejudicar o Sporting...

Até ao momento só há uma explicação para aquela apitadela de Lucílio Baptista. Obnubilado pelo cansaço de uma noite inteira à chuva a orientar barreiras, o árbitro, já próximo do delírio, da alucinação, reconheceu em João Tomás alguns traços físicos de Jardel, o poderoso avançado do FC Porto. De perfil, o formato da cabeça, o corte de cabelo... são mais do que vagas parecenças do benfiquista com o goleador das Antas. E foi nesta confusão, neste êxtase de troca de identidades que Lucílio Baptista caiu inocentemente porque, é uma regra do futebol português, em caso de dúvida beneficia-se sempre os grandes. Livre, livre a favor do FC Porto! André Cruz suspirou de alívio: «Pôxa, este ao menos não sou eu que tenho de marcar!» Depois, Cruz viu um egípcio pequenino a beijar a bola e riu-se da infantilidade. Mas não se riram os duzentos adeptos do Benfica que no topo Norte do estádio assistiam ao jogo, sacrificados por amor ao seu clube à imolação programada, arriscando-se à suprema humilhação na esperança tão ínfima e tão sublime de tudo sair ao contrário e de, um dia, poderem dizer aos filhos e aos netos: «Eu estive lá. Eu vi!» E viram. Viram Abdelsatar Sabry marcar o livre virado para Meca, viram a bola a descrever um arco por cima da fresquíssima barreira do Sporting entrar direitinha no canto superior esquerdo da baliza de Schmeichel.

Este é um jogo para a lenda. Seria sempre, independentemente do resultado. Quem perdesse estava destinado a ser pasto de anedotas pelos próximos vinte anos. Cabeçudos, o caraças! Na segunda-feira, no regresso ao trabalho, os seis milhões de benfiquistas puderam entrar inteiros nas suas fábricas, escritórios, quartéis, centros comerciais, cafés, restaurantes e repetir o gesto redentor do egípcio, levando o dedo indicador da mão direita aos lábios e fazer sair um «shhhhhhhh» bíblico."

P.S.- Por acaso lembro-me bem que na segunda-feira, no regresso ao trabalho, também eu me virei para os colegas lagartos, levei o dedo indicador da mão direita aos lábios, e fiz sair um «shhhhhhhh» bíblico :)

20 Comments:

At 2/26/2009 3:51 da manhã, Blogger Éter said...

Também me lembro desse genial texto da Leonor Pinhão. Infelizmente, não estive lá...

 
At 2/26/2009 9:49 da manhã, Anonymous SLBRED4EVER said...

0-5 é um bocado demais não?!!

lolololol

 
At 2/26/2009 10:04 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Arranjas-me o texto de hoje da Leonor Pinhão, sff?

 
At 2/26/2009 10:17 da manhã, Blogger D'Arcy said...

Quando muito mais logo, depois de comprar o jornal (os textos da Leonor Pinhão por si só justificam a compra do jornal à quinta-feira).

 
At 2/26/2009 10:28 da manhã, Anonymous Índio Ruço said...

D'Arcy houve quem te visse a dar a tactica ao Klinsman:))


Lembro-me do gesto do Sabry da revoltante arbitragem e de no fim desse jogo dizer "não à nossa custa".

Isto é interessantíssimo porque geralmente eu tenho má memória ...como o podem comprovar umas certas empresas.

 
At 2/26/2009 10:44 da manhã, Blogger D'Arcy said...

Se eu soubesse tácticas dessas, dá-las-ia antes ao Quique ;) Além disso, com gajos como o Ribéry, Toni ou Lahm na equipa, acho que nem seriam precisas grandes tácticas para vencer uma lagartagem demasiado confiante.

Ontem só acabei por ficar ainda com mais pena por o Quique não ter decidido apostar logo no Inca Cardozo de início no nosso jogo. É que a defesa dos lagartos é tão fraca pelo ar que até faz impressão, pelo que a simples presença do Tacuara já seria intimidante (em pouco mais de vinte minutos ele conseguiu marcar um, de cabeça, claro).

Também é bizarra a forma como o Fábio 'Picanha' Rochembolha consegue correr (mas só após o intervalo) contra nós, e depois ontem andava por ali a rebolar pelo relvado, e a fazer as únicas coisas que sabe fazer com regularidade, ou seja, dar porrada de criar bicho e provocar penáltis idiotas (mas aquele cá em Portugal, sobretudo com o amigo Lucílio a apitar, não teria sido assinalado).

 
At 2/26/2009 11:46 da manhã, Anonymous Índio Ruço said...

O 1º golo, o do Ribery é impressionante...

A derrota do Benfica até nem foi um resultado anormal, nem acho que a não entrada do Inca Cardozo de inicio fosse a principal questão.
Mas que a ineficácia atacante em golos de bola corrida não pode continuar é um facto, e que o Suazo não serve(pelo menos desacompanhado) para jogos em que a defesa adversária esteja baixa, é outro facto.
O golo do Inca foi tambem muito conseguido pelo Maxi e aqui temos outro problema que é o facto de os flanqueadores de jogo ou serem adaptados (Amorim) ou estão em nitida baixa (caso do Reyes).Curiosamente o melhor a centrar é o Ribeiro mas que é uma desgraça a defender.
A ver vamos, amanhã.

tenho a impressão que o PBento não perde nas Antas.

 
At 2/26/2009 12:45 da tarde, Blogger D'Arcy said...

O centro do Maxi é mais que meio golo; é para aí uns três quartos de golo :)

O Paulo Bento normalmente conseguia dar a volta ao Juju com alguma facilidade. Este ano é que tem estado a inverter a tendência, por isso não sei o que irá acontecer.

De qualquer maneira eu não vou ver o jogo, porque a essa hora estarei na Gala do nosso aniversário. Até nem gosto nada de galas, mas fui convidado e não quero perder uma eventual oportunidade de falar com alguns dos jogadores do Benfica que eu admiro. Ou seja, senhores como Nené, Shéu, Diamantino, Chalana, Carlos Manuel, etc. Esses é que interessam ;)

 
At 2/26/2009 12:58 da tarde, Blogger D'Arcy said...

Entretanto vi uma notícia que dá conta de um eventual interesse do Real Madrid no Nélson. Muito me riria eu (só para não chorar) se o Nélson acabasse por ir para lá...

 
At 2/26/2009 4:49 da tarde, Anonymous Índio Ruço said...

Sortudo, coño!!
Bem mereces pena vermelha, és incansavel na dedicação à tribo roja!
Promete-me só que dás um grande cumprimento ao Néné da minha parte (bem explicas-lhe quem eu sou, mas não lhe expliques tudo senão ele é capaz de não achar piada nenhuma:))
depois pedes-lhe um bacalhau e metes aí em cima no cabeçalho do blog.
Claro que dos outros tambem, só não peças ao NGomes, é que um bacalhau do Ngomes e do Néné no mesmo blog não faz sentido nenhum.

Sabes se o Ruço vai? Se for coño, pá dá-lhe um grande abraço e diz-lhe que existe um Índio benfiquista que quando pensa no Benfica e fecha os olhos, só o vê a correr na velha Luz com aquela camisola vestida.Era lindo ver o Ruço a jogar,aquela alegria, a garra... até hoje não vi um jogador igual, tinha lugar à vontade em qualquer equipa europeia.

Se a noticia veio num jornal português não será muito de fiar...mas não me admirava nada.
Por cá a predilecção é sempre a de imolar uns quantos jogadores por época.

 
At 2/26/2009 5:32 da tarde, Blogger Harry Lime said...

Acho que contra o Porto o Sporting não vai ter grandes problemas.

Como dizia o outro:

 
At 2/26/2009 5:35 da tarde, Blogger D'Arcy said...

Eu na verdade não sei quem irá. Sei que o plantel vai estar lá todo, quanto ao resto, estou apenas a adivinhar que as glórias do Benfica também estarão, a avaliar pelos anos anteriores. O Ruço é que duvido, porque as últimas notícias que tenho ouvido sobre ele dizem sempre que ele não anda nada bem de saúde.

Eu há uns tempos apanhei na TV uma final da Taça entre nós e os lagartos, e até fiquei cansado de ver o que o Ruço corria pelo lado direito. Mas não só, no lado esquerdo estava outro que passou o jogo todo a fazer exactamente a mesma coisa, Adolfo de seu nome.

 
At 2/26/2009 5:36 da tarde, Blogger Harry Lime said...

O Paulo Bento normalmente conseguia dar a volta ao Juju com alguma facilidade. Este ano é que tem estado a inverter a tendência, por isso não sei o que irá acontecer.

No Porto eu só tenho medo do Hulk. O gajo é estupido como uma porta mas é rápido e forte.

Em bolas metidas para a velocidade dele por tipos espertos como o Lucho ou o R.Meireles (o Yakuza), ele consegue bater qualquer defesa ou médio do Sporting com a excpeção do Moutinho que tem velocidade para o homem mas não tem caparro.

Mas apesar de tudo estou optimista.

 
At 2/26/2009 5:41 da tarde, Blogger D'Arcy said...

E não sejas tão mauzinho para o Nuno Gomes, Índio. É claro que não o posso colocar no patamar do Nené (poucos poderão lá estar), mas a verdade é que o rapaz já marcou golos suficientes para ficar na história do Benfica.

E acredita que no plantel actual, poucos haverá que, como ele, sintam o clube e saibam o que o peso daquela camisola representa. Eu nunca fui um fã incondicional do Nuno Gomes, mas aquilo que vou sabendo sobre ele só aumenta o meu respeito.

 
At 2/26/2009 6:27 da tarde, Anonymous Índio Ruço said...

O NGomes acabou há uns dois/tres anos atrás, não ponho em causa o seu benfiquismo (nem o dele nem o de ninguem)mas agora assinar mais um contracto de dois anos para quê?
Até admito que possa fazer companhia ao Costa na área do futebol mas para isso não era preciso assinar por dois anos pois não?!!Para quê?
Não seria melhor apostar numa ou duas (com o que ele ganha!)solução com futuro?
Mas não, ele é uma vaca sagrada e fez birrinha e como o Costa é amigo dele, prontos( sim ele diz "prontos")
Outra hipotese era ele ser assistente de realização do Vasconcelos, já que jeito para os videos tem ele.

Quanto ao sentir o peso da camisola como poucos, não duvido, estou-me até a recordar de uma vez na Bélgica em frente ao gredes em que o peso da camisola foi tão grande que quando todo o pessoal já estava todo a gritar golo, o peso da camisola puxou-o misteriosamente para o relvado.
A camisola para ele não é um peso, é um fardo.

 
At 2/26/2009 6:36 da tarde, Anonymous Hattori Hanzo said...

Nunca tinha lido esse texto (que é muito bom de facto), mas lembro-me perfeitamente desse jogo, do quanto fomos roubados por essa figura e do contente que fiquei devido a como decorreu. Espero que o P. Bento não perca no sábado, mas não tou tão confiante como tu Indio. De qualquer forma importante é ganhar amanhã. Acho que as próximas 2 jornadas serão muito importantes para ver das nossas reais possibilidades para este ano (não esquecer que para a semana o porto vai também a matosinhos).

 
At 2/26/2009 6:50 da tarde, Anonymous Índio Ruço said...

Esqueci-me do Adolfo...era um grande defesa muito bom a atacar, um bravo.As minhas memorias sobre ele já não são as melhores, mas foi sem duvida um dos GRANDES.
Só te digo que com o Ruço e o Adolfo não precisavamos dos extremos para nada.Eram indubitavelmente bons.
Talvez agora o pessoal pense que aquilo era na idade da pedra e o futebol era diferente...não é saudosismo mas aqueles jogadores eram bons em qualquer época.

 
At 2/26/2009 8:32 da tarde, Blogger D'Arcy said...

Índio, esse jogo de que falas deve ser um em Rosenborg, não na Bélgica. Ele até foi expulso e tudo, o que depois obrigou o Moreira a fazer aquela que provavelmente foi a sua melhor exibição pelo Benfica.

O Adolfo e o Ruço seriam mesmo bons laterais em qualquer época. Aquilo pareciam duas locomotivas, caramba. Ainda por cima, para além da força e velocidade, via-se que tinham técnica.

 
At 2/27/2009 8:25 da manhã, Anonymous Índio Ruço said...

Isso...o Moreira até defendeu um golo e tudo. Foi impressionante essa defesa...como te digo a minha memoria já não é grande coisa.

Sim, claro alem da tecnica, mas por essa altura no Benfica só jogavam mesmo os melhores.
O que me espanta é que sempre tivemos grandes laterais, alas, e a partir de uma certa altura não acertamos uma e torna-se mesmo uma das debilidades da equipa. Que isso se passe durante um dois anos, vá lá, agora tanto tempo?

A proposito de tecnica, se vires uns jogos do Bom Gigante, verás que ele não era tosco nenhum apesar da altura e dava o litro a defender.Não jogava a poste.

 
At 2/27/2009 10:42 da manhã, Anonymous Índio Ruço said...

Hoje não damos hipoteses.
O Inca Cardozo vai molhar a sopa e os outros bravos vão afiar os machados para o tiro ao Beto.

Os marqueses ficaram todos sentidos porque foram engrupidos pelo tipos do porto.Sinceramente, isto ja nem é estupidez...o que é que eles estavam à espera? A submissão nunca gerou respeito.
Se fossem mais humildes talvez pudessem aprender algo com as tecnicas de BDSM.

No entanto tenho a impressão que o PBento não vai ao Dragoum-ue brincar e só se ele não puder é que não traz de lá a vitória. O sem caracter já deve estar todo borrado.
Por nós prefiro o empate, para lhes fazer sentir o bafo no pescoço e manter os marqueses ao largo, que não são boa companhia.

Gosto do PBento, a sua atitude, garra e capacidade de liderança têm muito de benfiquismo, era esse o espirito.

 

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