quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Derbies

Quando, no Domingo à noite, me sentar no estádio situado no Lumiar, estarei a assistir ao meu vigésimo derby consecutivo em casa dos nossos rivais (quando penso que já são tantos aqueles a que já assisti, começo a sentir-me velho). Comecei a assistir aos derbies quando vivia no Algarve; o Benfica era uma paixão que não se satisfazia apenas vendo-o jogar uma vez por ano, sempre que defrontava o Farense no Estádio de S.Luís. Então chateava o meu pai e acabava por vir a Lisboa assistir aos 'jogos grandes'. Como as vitórias em casa do rival nesses primeiros anos eram quase uma constante, habituei-me ao saborzinho especial que elas me proporcionavam, e então nunca mais consegui evitar assistir ao vivo a este jogo que, para mim, é especial.

Sim, porque eu cresci numa época em que me perguntavam sempre 'És do Benfica ou do Sportém?". O rival do Benfica para mim sempre foram eles, e o Porto nunca passou de um bando de gente estranha que acha que é de outro país, e que gosta de fazer muito barulho lá nesse país imaginário deles quando ganham alguma coisa, para ver se a gente lhes dá alguma atenção. É assim uma espécie de pato bravo, que de repente se apanha com muito dinheiro e resolve ir comprar o Mercedes com a buzina folclórica, a santinha no tablier e o CD pendurado no retrovisor para dar nas vistas. Acelera muito sempre que passa na vila, para fazer mais barulho com o motor, e toca a buzina, que faz soar o 'La Cucaracha', convencido que isso lhe dá estilo e respeito, mas a única coisa que acaba por conseguir é um encolher de ombros, um abanar de cabeça, e um comentário sussurrado entre dentes: 'Parolo...'. Já o Sportém é o vizinho que vive mesmo ao nosso lado, num casebre modesto que pertenceu ao bisavô e que lá se vai aguentando em pé, forrado a azulejos para disfarçar o mofo, e que passa o tempo todo a olhar por cima da sebe para as nossas galinhas, relva e vacas, insistindo que o bando de pardais que ocupa o seu quintal dá mais ovos, que as urtigas dele são mais verdes, e que a ovelha que ganhou na última rifa de Natal dá mais leite. Claro que nós sabemos que isto é tudo mentira, mas o matraquear constante deles vai sempre moendo o juízo, e por isso dá sempre gozo demonstrar-lhes o quão estão errados.

Mas eu divago. Eu queria mesmo era recordar alguns dos derbies a que já assisti ao longo destes anos, por isso vamos a isto.

1988/89: Foi o primeiro. O Benfica chegou a Alvalade já campeão, e nem sequer me passava pela cabeça que o resultado fosse outro que não a vitória. Do nosso lado havia jogadores como o Valdo ou o Mozer, e do outro lado aparecia-nos o Rui Correia na baliza. Vencemos por 2-0, com golos do Valdo e do estrambólico Abel Campos. Assisti ao jogo debaixo da pala do velho Alvalade, e na minha inocência festejei efusivamente os nossos golos, o que provocou alguns olhares de solsaio. Sentado ao meu lado, um sportinguista simpático aconselhou-me a ter calma porque 'o pessoal ali é um bocado intolerante'. OK, conselho acatado.

1989/90: Nova vitória, desta vez por 1-0, e com um golo do César Brito. Desta vez fui para a bancada 'nova', do lado oposto à pala (e fiquei mais uma vez frustrado por não estar no Topo Norte, onde se concentravam os benfiquistas). Ainda sorrio quando me lembro de uns sportinguistas à minha volta estarem dedicados ao seu passatempo favorito, ou seja, falar mal seja do que for relativamente ao Benfica. Neste caso específico estavam a cascar nos suecos do Benfica, que só jogavam porque o treinador do Benfica era o Eriksson, e mostravam-se particularmente críticos do Thern, que apelidavam de 'jogador banal'. Logo no início do jogo o Thern recebe a bola e manda um estoiro a uns bons trinta metros da baliza, que embate com estrondo na barra. Não voltaram a falar mal do Thern durante o jogo.

1990/91: Três jogos em Alvalade, três vitórias. Como se pode perceber, fiquei bem habituado. Desta vez foi por 2-0, e fui eu a fazer uma figura triste. O Isaías era um jogador que eu adorava, mas que conseguia fazer-me perder a cabeça facilmente devido às opções disparatadas que por vezes tomava (como optar por um remate a trinta metros da baliza quando tinha dois colegas a desmarcarem-se isolados). Nesse jogo o Isaías começou o jogo num dia particularmente inspirado, acumulando disparates uns atrás dos outros, o que ao fim de alguns minutos já me tinha posto a rogar-lhe pragas. Depois de mais um remate disparatado não me contive e berrei 'Epá, ó Isaías, és uma besta!'. No ataque seguinte o Isaías marcou o 1-0, e um miúdo que estava sentado à minha frente voltou-se para trás e disse 'Fala lá mal do Isaías agora!'. Não me restou outra opção senão engolir. Perto do final o inevitável César Brito lá entrou, a tempo de marcar o segundo golo.

1993/94: Acho que todos os benfiquistas têm uma história para contar sobre este jogo, por isso não vou contar aqui nada de novo. Depois de no ano anterior ter pela primeira vez assistido a uma derrota do Benfica em Alvalade (com o Balakov a marcar aos doze segundos), e depois de ter levado com a lagartagem a prometer-me goleadas durante a semana toda, estava um pouco apreensivo para o jogo, mas com sede de 'vingança'. O que se passou durante o jogo todos sabem. Chorei, andei abraçado a desconhecidos, pela primeira vez na vida andei a gritar pelo Sportém (durante grande parte do segundo tempo), fiquei afónico e constipado, e recordo esse fim de tarde como um dos momentos mais fantásticos que já vivi num estádio de futebol. Mas o momento cómico que nunca esqueci foi mesmo quando no carro do meu pai, que me levou ao estádio mas não foi ao jogo, enquanto faziam a antevisão do jogo pediram um prognóstico ao Sousa Cintra. "Iste hoje vai sair daqui um resultade estórique!". Na mouche, presidente.

1997/98: A chegada do Artur Jorge ao Benfica significou o iníco de um jejum nas vitórias em Alvalade, e só quatro anos depois voltámos a vencer. Também tirámos a barriga de misérias, e foi logo por 4-1, num jogo em que o Poborsky brilhou, o Deane fez gato-sapato do Marco Aurélio e mostrou que tosco era só alcunha, e o João Pinto voltou a marcar em Alvalade. Uma imagem que me ficou foi a do Carlos Manuel (na altura no banco de Alvalade) a voltar as costas ao jogo quando o Sousa se isolou para fazer o 2-0.

1998/99: Este tinha que figurar aqui só por um motivo: a exibição memorável do Beto neste jogo - desde este dia que passei a torcer todos os anos para que o Real Madrid não o viesse roubar aos nossos rivais. Vitória por 2-1 com dois excelentes golos do central goleador (nunca soube ao certo se era verdade ou apenas mito urbano o facto do Vale e Azevedo num jogo da selecção ter-se dirigido ao Beto como 'o nosso goleador', mas se o fez, foi sem dúvida o momento mais inspirado da presidência dele), e o Cadete a tentar desesperadamente que lhe atribuíssem o segundo golo. E eu e os meus amigos a rirmos a bandeiras despregadas no Topo Norte.

1999/00: Como poderia faltar este nesta lista? Considero que ir assisitir a este jogo foi talvez a maior expressão de benfiquismo que tive. Penúltima jornada, era a festa do título anunciado, o título que lhes escapava há dezoito anos. E com o prazer adicional de terem o Benfica como cabeçudo. Acho que nunca vi tão poucos benfiquistas em Alvalade. Não sei quantos seríamos no Topo Norte. O massacre começou desde o apito inicial. O Acosta caía perto da área e o árbitro apitava. Logo no primeiro livre a bola foi ao poste. O Acosta continuou a cair, e o árbitro a apitar. Livres para o André Cruz, da esquerda, da direita, do centro. E os lagartos a suspirarem de cada vez que a bola passava ao lado ou morria nas mãos do Enke. Não havia volta a dar-lhe, aquilo era para ficar decidido aquela noite. Mais cedo ou mais tarde o Acosta conseguria arrastar-se até ao interior da área, cair ali, e estava feito. Quem caiu dentro da área adversária foi o Nuno Gomes, mas o convidado de honra para a festa do título, Lucílio Baptista, mandou seguir. Pouco depois é o João Tomás quem cai na área, mas o bom do Lucílio transforma aquilo num livre. Aos 88 minutos, o primeiro do jogo a favor do Benfica, em contraponto aos trinta que foram assinalados para o outro lado. Da outra ponta do estádio vejo o Sabry beijar a bola antes de a ajeitar. E mal ela saiu dos pés do egípcio e o Schmeichel ficou pregado, comecei a gritar golo. Eles foram campeões na semana seguinte, mas caramba, cabeçudos nunca!

2002/03: No ano anterior fomos lá estragar-lhes a festa outra vez, com um golo no Jankauskas e o quadragésimo nono penálti da época a dar-lhes um empate caído do céu. Mas recordo este jogo por ter sido o último disputado no velho Alvalade, e apenas o segundo jogo do Camacho à frente do Benfica. Foi uma superioridade incontestável. O recém descoberto lateral direito Miguel a meter no bolso um miúdo chamado Cristiano Ronaldo e depois outro chamado Ricardo Quaresma. O Tiago, mesmo com o nariz partido, a marcar o segundo golo e a sair para o intervalo enquanto os benfiquistas entoavam o seu nome e ele respondia com uma vénia. Confesso que este jogo me deixa nostálgico por já não ter um Miguel ou um Tiago no meu Benfica (e podem criticá-los à vontade, eu sei que eles não se portaram bem, mas caramba, eles eram umas máquinas a jogar à bola).

2003/04: Ganhámos o último jogo no estádio antigo; ganhámos o primeiro no estádio novo. Os bons hábitos são para se manter. Foi um jogo muito difícil, sobretudo na primeira parte, em que o Moreira brilhou, e muito, segurando o nulo. Na segunda parte, e com as coisas mais calmas, o Camacho de repente lança o Fernando Aguiar e o Geovanni para dentro do campo, e o jogo vira completamente. O Geovanni ameaça uma, duas vezes, e à terceira marca aquela obra de arte, na baliza por detrás da qual eu estava, enquanto eu fico surpreendido ao aperceber-me de quantos benfiquistas estavam no estádio. A imagem mais marcante desse momento foi mesmo o Álvaro Magalhães a sair do banco e a vir para junto da bandeirola de canto, perto dos benfiquistas, a festejar que nem um doido. E claro, há ainda o factor cómico da invasão de campo por parte da Juve Leo a seguir ao golo, e da perseguição à Benny Hill que se seguiu.

2006/07: Foi o ano passado. Quem ganhará: algumas dúvidas? O insuportável Eduardo Barroso a afirmar que nunca se sentiu tão tranquilo antes de um derby. E o calhau do Rocha que nunca marcou um golo na vida, e que no ano anterior até tinha ido para rua. Aquilo eram favas contadas. Trigo limpo, farinha amparo. Logo no primeiro minuto, primeira oportunidade para o Benfica. No canto que se seguiu, tomem disto, e o Rocha a marcar. Ainda abananados continuam a ver-nos jogar e mais uma vez têm que levar com a humilhação de verem o seu odiozinho de estimação marcar-lhes um golo. E perto do intervalo o ponto de ruptura: o Miccoli, mesmo ao pé coxinho, manda um estoiro à barra, e eu vejo a lagartagem à minha volta lívida. Tanto esperavam uma goleada e agora estavam a ver é que teriam sorte se não fosse o contrário. Claro que com o fair play típico de quem tem sangue azul, alguns deles começaram a ameaçar fisicamente os benfiquistas presentes. É só classe.

Domingo que vem, é apenas mais um capítulo nesta história de rivalidade. E se por acaso ganharmos, já sabemos o que se segue. A culpa é do árbitro.

16 Comments:

At 2/29/2008 8:34 da manhã, Blogger Paulo said...

Para mim será o meu sexto derby (cortesia do blog "Tertúlia Benfiquista") e tenho muitas e boas recordações das minhas deslocações a Alvalade.

Claro que no topo estará sempre os 3-6, um jogo que ainda guardo na minha memória como se fosse hoje..., mas há também o jogo do 1-4 (grande show de Poborsky!) e outros onde ganhámos sem espinhas.

Apenas um amargo de boca, o 2-0 de 93-94, em que o Balakov (grande jogador) logo no início do jogo marca aquele golo do outro mundo... ajudado pela fumarada dos NN.

É sempre emocionante ir a Alvalade. É o derby que realmente me dá gozo assistir. Muito mais que o clássico com os Porcos!

 
At 2/29/2008 11:27 da manhã, Anonymous Anónimo said...

"São 73 os dérbis, com 29 triunfos para cada lado, mais 15 empates, num balanço equilibrado, o que significa que o "factor casa" nunca pesou, ao contrário do que sucede nos jogos realizados na Luz". In Jornal Record 28/02/2008

Ou seja os lagartos na sua propria casa (a que eu simpaticamente chamaria, nossa 2ªcasa) têm o mesmo nº de vitórias que nós, já na Luz nem vale a pena dizer que há derby.

No Domingo se ganharmos passamos a ter mais vitorias que eles no proprio estádio deles, como tal tudo ao WC GRITAR BENFICA !!!!!!!

QUER GANHE QUER PERCA SPORTING È MERDA !!!!
In Blog Grupo Anti-Lagartos

Depois deste àparte concordo plenamente que disse o D'arcy (vês carissimo, concordo contigo em tudo menos em aceitar que o Cardozo é jogador de futebol...;))nomeadamente na questão da rivalidade: São os 2 jogos com os verdetes que mais me enervam na época! Só de pensar que podemos ter mais um fico excitado! Com os azuis gosto de lá ir e sentir aquele ódio visceral que tem para connosco para perceber o quanto pequenos são que não perco tempo com eles.
Agora os verdetes, aí perco a noção do bom senso, tiram-me do sério, irritam-me... mas não vivia sem eles para os ver a sofrer a perder,a refilar e a fazer as figuras do costume...

Tiago Xunga

 
At 2/29/2008 2:50 da tarde, Blogger Bakero said...

Epá ó D'Arcy, com essas analogias é que me partes todo :-D. Descreves na perfeição a personagem lagarta e a figura andrade eheh.

Quanto ao desfiar de memórias, grande leitura! Realmente, Benfica e Alvalade fazem uma conexão mágica!

Ps: Quanto ao derby do Beto, encontrei no outro dia esta foto com a capa do Record no dia seguinte ao jogo:

http://i30.tinypic.com/2uoqmc7.jpg

Acho especialmente cómico a frase mesmo em baixo, que diz: "Em vez de festejar os famosos "Betogolos" de Acosta, os leões foram surpreendidos pela noite infeliz de Beto"

 
At 2/29/2008 4:01 da tarde, Anonymous JFilipe said...

"a que eu simpaticamente chamaria, nossa 2ªcasa"

Não agoires, que este ano jogar em casa é complicado.

 
At 2/29/2008 6:15 da tarde, Anonymous Filipe said...

Brilhante comentário do David Luís...

 
At 2/29/2008 6:24 da tarde, Anonymous Índio Nelson said...

Não me digas que és do Algarve, a terra que viu nascer um dos meus ídolos, um personagem que mais lutou pela diplomacia, desenvolvimento turistico e bem estar social feminino, o Grande Zézé Camarinha!!
Este sim seria o personagem ideal para Presidente do Benfica, que teria inumeras mensagens, algumas visiveis no imediato, como a maior rotatividade das cheerleaders, o deixar de haver anuncios misóginos e de mau gosto para chamar benfiquistas ao estádio e um aumento pronunciado do bom humor dos jogadores, factor importantissimo para quem tem que aturar uma semana inteira de "ganas, mentalidade" e outros vocábulos que afinal não aquecem nem arrefecem o estímulo dos jogadores.
A médio trecho nas competições internacionais e fruto do trabalho aturado durante décadas no desenvolvimento de boas relações com o estrangeiro, era bem possivel que um árbitro, jogador, treinador e/ou Presidente de Clube tivesse algum familiar que tivesse gozado de boas relações com o nosso futuro e excelentíssimo Presidente, o que benefeciaria mais o Benfica, que as memórias de glórias passadas e o Eusébio em uníssono.

O Zézé Camarinha para que não haja confusões, cortou o bigode não só porque deixou de certo modo os seus afazeres profissionais, mas tambem para não ser confundido com qualquer ex-membro dos Village People.

Viva o Benfica!!
Viva o Zézé Camarinha!!

 
At 2/29/2008 6:26 da tarde, Anonymous Índio Nelson said...

"Os jogadores precisam é de estímulo"
Zézé Camarinha

 
At 2/29/2008 6:38 da tarde, Anonymous Índio Nelson said...

"Pela frase acima se pode ver que a metodologia de treino preconizada por ZZ é baseada na famosa metodologia de Mister Wilson em que o lema era " Os jogadores precisam é de amor" que por sua vez foi fortemente influenciado pela dupla Lennon/Mccartney.
No entanto uma diferença se faz sentir já que a abordagem de M.Wilson era mais espiritual e platónica e a de ZZ muito mais carnal e directa ao assunto, mais inspirada no seu mestre tântrico Vilhena."

Freitas Lobo

 
At 2/29/2008 10:27 da tarde, Anonymous Filipe said...

David Luís:

«Jamais questionaria o estatuto do Sport Lisboa e Benfica como um dos melhores Clubes do Mundo, antes pelo contrário.»

«Aproveito para reafirmar o meu orgulho e empenho em representar o Sport Lisboa e Benfica, como ainda ontem de viva voz referi quando recebi o galardão Cosme Damião – Jogador Revelação do Ano».

Assim está melhor.

 
At 3/01/2008 1:15 da manhã, Anonymous Filipe said...

Minha equipa:
Cardozo Adu

Di Maria

Rui Costa Nuno Assis
Bynia

Léo Katsouranis Luisão Nelson
Quim

Equipa que vai jogar:

Makukula

Di Maria Rui Costa Nuno Assis

Bynia Maxi

Léo Katsouranis Luisão Nélson
Quim

 
At 3/01/2008 1:42 da manhã, Anonymous Anónimo said...

O Adepto do garrafao (benfiquista), a fazer criticas aos adeptos dos outros clubes, realmente quem nao olhaa por si abaixo, pode criticar os outros.
Assim se ve, o quanto somos ridiculos quando queremos demonstrar que somos superiores aos outros.
Caracteristico nao so do adepto , mas do portuguesito, que continuo no fim da Europa e tem o pais feito em pedacos e na miseria, pensando ser rico.

 
At 3/01/2008 2:17 da manhã, Blogger D'Arcy said...

Tenho sempre pena das pessoas que nascem com uma deficiência na glândula do humor.

Índio: Não, não sou algarvio. Sou lisboeta, mas vivi no Algarve durante dez anos.

 
At 3/01/2008 7:49 da manhã, Anonymous Indio Nelson said...

Ah!Dez anos, é muito tempo!!
O suficiente para saberes que a deficiência da glândula em causa não é a do humor mas sim do AMOR! E não tenhas pena, o ZZ teve uma vida de entrega ao próximo recheada de felicidade e Amor. Mais ou menos o mesmo que tu fazes ao Benfica, só que com muitos mais resultados práticos!:)

 
At 3/01/2008 12:10 da tarde, Anonymous Indio Nelson said...

Humor aceitavel e recomendavel neste Blog:
" Eh pá o Nandinho é uma abrótea!!ihihihihih"

Humor pouco aceitavel:

" Eh pá o Camacho é um bronco"eheheheh"

Humor pouco recomendavel neste blog:

" O Vieira é afinal um ex-membro dos Village People"

 
At 3/02/2008 8:11 da manhã, Anonymous Indio Nelson said...

Treinadores do Benfica em Proverbios populares:

Trappatonni - "Em Roma sê Trappatonniano"

Koeman - "A vaca do vizinho é mais gorda do que a minha"

F.Santos - " Fia-te na Virgem e não corras..."

Camacho - "Nem o pai morre nem a gente almoça"

 
At 3/02/2008 5:52 da tarde, Blogger ratogoleador said...

Também vi no mesmo sitio, o golo do Geovanni por trás da baliza que loucura... e pensei exactamente o mesmo, porra afinal somos bué!

Nesse jogo levei o meu pai e o meu irmão, ambos lagartos, ao seu próprio estádio (se não for um benfiquista).

 

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