domingo, outubro 18, 2009

Festa

Dia verdadeiramente de festa da Taça, e missão completamente cumprida, sem nos limitarmos a apresentar os serviços mínimos, o que resultou em mais uma goleada. O objectivo principal, de passarmos a eliminatória, foi conseguido, e para além disso foram poupados vários jogadores importantes. Foi bonita a festa da Taça em Torres Novas, e mais uma enchente proporcionada pelo Benfica esta época.

Dos habituais titulares indiscutíveis, apenas os 'indispensáveis' David Luiz e Javi Garcia jogaram de início. De resto, mudou tudo. Moreira na baliza; Ruben Amorim, Sídnei e Peixoto na defesa, Felipe Menezes, Carlos Martins e Coentrão no meio campo; e uma dupla de ataque constituida pelo Nuno Gomes e o Weldon. O Benfica iniciou o jogo numa toada bastante calma, mas mais do que suficiente para assumir um (natural) controlo praticamente total do jogo. Poderia dizer que nem sequer exercemos a famosa pressão alta, mas ela seria desnecessária porque o Monsanto nunca tentava sair a jogar, optando pelos despejos de bola para a frente. Apesar de inofensivo no ataque, durante a primeira parte o Monsanto conseguiu ir mantendo a sua organização defensiva, e com a ajuda da pouca inspiração ofensiva do Benfica aguentou o nulo durante largos minutos, evitando ser sufocado. O Rúben Amorim esteve neste período algo desastrado no apoio ao ataque, enquanto que do outro lado o César Peixoto era quem mais parecia entusiasmar os adeptos na bancada, sendo alvo de constantes incitamentos. A organização do Monsanto começou a ruir perto da meia hora de jogo, altura em que, após uma boa jogada individual, em que ultrapassou diversos adversários, o Felipe Menezes marcou o primeiro golo, com um bom remate de pé esquerdo à entrada da área. Depois do golo, o Benfica pareceu querer acalmar ainda mais o ritmo do jogo, e deixou assim escoar sem grande ssobressaltos o tempo que nos separava do intervalo.

A segunda parte começou praticamente com o segundo golo do Benfica, com uma fífia do guarda-redes a permitir ao Nuno Gomes recuperar a bola e atrasá-la para um remate fácil do Carlos Martins. A isto seguiu-se um amarelo ao Felipe Menezes pela situação caricata de ter entrado em campo com a camisola 23 do David Luiz. E antes do quarto de hora, já o marcador tinha subido para três golos de diferença, com mais um golo do Carlos Martins, que concluiu com um bom remate de primeira um centro do Felipe Menezes. O Monsanto nesta altura já se mostrava muito mais desorganizado, em particular na zona do meio campo, e acima de tudo já pareciam faltar pernas aos seus jogadores para conseguirem acompanhar os jogadores do Benfica. Foi por isso com naturalidade que o Benfica fosse mostrando que poderia a qualquer momento marcar mais golos, o que veio a acontecer por mais três vezes nos dez minutos finais, isto numa altura em que, para alegria do povo, o Mantorras já estava em campo. Quarto golo pelo entrado Saviola, a aparecer ao segundo poste para aproveitar um desvio de bola ao primeiro poste na sequência de um canto; quinto pelo Peixoto, na execução de um livre directo, e para gáudio da sua imensa legião de fãs presente nas bancadas em Torres Novas (descobri hoje que o Peixoto já tem um cântico dedicado pelas nossas claques e tudo); e sexto pelo Fábio Coentrão, a desviar de cabeça à boca da baliza um pontapé acrobático do Saviola (e a marcar, finalmente, o seu primeiro golo pelo Benfica - parecia que estava difícil). Seis a zero no final dos noventa minutos, um resultado talvez um pouco volumoso para a qualidade do futebol que produzimos, mas natural para a diferença entre o Monsanto e o Benfica.

Não é propriamente muito relevante estar a fazer grandes destaques num jogo como o de hoje. Mas gostei do Javi, do Carlos Martins e do Felipe Menezes. E, claro, o César Peixoto é o maior - talvez neste caso específico esteja a ser influenciado pela legião de fãs fervorosos dele que se sentou à minha volta durante o jogo.

A única nota negativa deste jogo poderá ter sido o amarelo ao Javi García. Ainda não verifiquei se os amarelos da Taça de Portugal acumulam com os da Liga, mas se for esse o caso, isto deixa-o a um amarelo da suspensão. Isto nas vésperas de irmos a Braga. Quanto ao resto, é como já disse. Missão cumprida.

5 Comments:

At 10/19/2009 9:48 da manhã, Anonymous JFilipe said...

O importante no jogo foi mesmo ver a boa forma do Carlos Martins e do próprio Nuno Gomes. Essas são as nossas opções para gerir as ausências do Aimar.

Quanto ao Peixoto, como diz o cântico que os adeptos lhe dedicam, ave César...

 
At 10/19/2009 7:31 da tarde, Blogger joão said...

Desta vez permita-me que discorde sobre o César Peixoto é verdade que na primeira parte esteve igual ao resto da equipa, não cometeu erros defensivo e não atacou muito mas até nem esteve mal, mas na segunda parte embora bem defensivamente, já que não houve ataque do Monsato pela nossa esquerda, agora no ataque foi uma nódoa não fez uma finta não fez um cruzamento sempre muito complicativo com a bola contrariamente ao resto da que jogava simples, a única coisa de bom em termos atacantes que fez foi o golo, aliás excelentemente marcado. Eu contrariamente a muitas pessoas gostei do primeiro jogo que ele fez, contra o poltava, agora não gostei e a somar a outras menos boas exibições que tem tido. Acho que estar nos destaques é um pouco de mais para exibição.

 
At 10/20/2009 11:36 da manhã, Blogger D'Arcy said...

Acho que o tom sarcástico que utilizei no que diz respeito ao Peixoto passou despercebido :)

 
At 10/20/2009 6:57 da tarde, Anonymous Johnny rook said...

Vasco Santos, do Porto é o árbitro para o Nacional.

Lembram-se dele?

Lembram-se do Benfica-Setúbal (2-2)do ano passado?

Lembram-se do lance em que o Reyes leva uma pantufada, o J. Ribeiro segue com a bola, o boi de preto manda seguir o jogo, o JR centra e o Suazo faz golo?

E lembram-se do que o boi de preto fez a seguir?

Marcou fora de jogo no sitio onde o Reyes levou a pantufada. Começou aqui a nossa derrocada.

Está na altura de nos f... Vem aí o Vasco Santos. Quem aposta que vai haver merda da grossa neste fim-de-semana?

 
At 10/21/2009 11:53 da manhã, Blogger D'Arcy said...

O Vasco Santos é um menino ao pé de gajos como o Olegário ou o Jorge Sousa :) Se já conseguimos ganhar mesmo com esses a arbitrar, acho que conseguimos vencer o Vasco Santos também.

 

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