segunda-feira, março 22, 2010

Sobremesa

A imensa alegria que sinto depois do resultado desta noite consegue ser ainda ampliada pelo sentimento de justiça que a nossa vitória folgada me dá. O jogo nem sequer foi tão desequilibrado quanto o resultado final poderá fazer crer, mas derrotar sem apelo nem agravo aqueles tipos tem o sabor de uma vitória do Bem sobre o Mal. Depois das notícias sobre o comportamento daquela corja de associados do nosso adversário, habituados à total impunidade dentro do seu pequeno feudo, e que se dedicam alegremente a espalhar euforicamente o terror e a violência gratuita sempre que de lá saem, seria de uma justiça atroz que esses indivíduos ainda fossem recompensados com uma viagem de regresso na satisfação de uma vitória. Nem foi preciso apresentarmos a equipa titular, nem o auxílio despudorado prestado pelo bandido do Jorge Sousa os ajudou, nem sequer foi necessário estarmos ao nível que tem sido habitual esta época e darmos espectáculo: três a zero, assunto arrumado, e mais um troféu nas nossas vitrinas.

Sim, do outro lado estava o fóculporto, mas se poupando meia equipa deu para espetar quatro na lagartagem, o fóculporto não é mais do que eles (e já o demonstraram claramente), e por isso mesmo Cardozo, Saviola, Javi García e Ramires começaram o jogo no banco. Alan Kardec, Carlos Martins (subindo o Aimar para segundo avançado), Airton e Rúben Amorim fizeram as vezes deles, e não nos deixaram ficar com saudades dos habituais titulares. Devido ao adiantamento do Aimar, jogámos de uma forma algo diferente, deixando o Kardec um pouco mais isolado na frente, com o Aimar a ter tendência para vir ajudar mais na luta do meio campo - provavelmente a intenção seria até que ele fosse uma espécie de Saviola mas, como tantas vezes aconteceu o ano passado sob a orientação do Quique, quando o Aimar se adiantava um pouco mais desaparecia praticamente do jogo, e por isso ele acabava por recuar à procura da bola. Do lado dos nossos adversários, nada de novo, já que a táctica é quase sempre a mesma desde que o Tio JuJu é treinador deles, e portanto meteram o Belluschi na direita para poderem jogar no habitual 4-3-3.

O jogo iniciou-se numa tomada equilibrada, com o Benfica a parecer até deixar que o fóculporto tivesse mais posse de bola do que é habitual permitirmos ao adversário nos nossos jogos. Os andrades até deram o primeiro sinal de perigo, quando o Quim foi obrigado a aplicar-se aos oito minutos para parar um remate de primeira da Meretriz Uruguaia, ainda de fora da área. Praticamente na resposta, um sinal claro de que a noite seria nossa, pois chegámos ao golo numa falha incrível do guarda-redes andrade. O Rúben Amorim fez um remate, rasteiro e sem muita força, ainda a uma boa distância da baliza, e a aselhice do guarda-redes fez o resto, permitindo que a bola lhe batesse nas mãos e escapasse para dentro da baliza. O fóculporto tentou responder ao golo, e teve o seu melhor período durante cerca de quinze a vinte minutos (o que nem assim quer dizer que tenha sido melhor no jogo), com o Benfica a passar mais tempo remetido ao seu meio campo e o nosso adversário a dispor de mais posse de bola, mas sem que a nossa baliza passasse por muitos momentos complicados.

Quando nos aproximámos do intervalo, o Benfica reequilibrou as coisas, e começou a chegar novamente perto da baliza adversária. E mesmo sobre o intervalo, numa raríssima ocasião em que o Jorge Sousa lá resolveu apitar uma falta a nosso favor, dispusemos de um livre a uns bons trinta metros da baliza do fóculporto. Chamado a marcá-lo, o Carlos Martins atirou uma bomba irrepreensível que resultou num golão. Dois a zero, e nem sequer tinha sido preciso correr muito. Por esta altura o Bruto Alves, que já andava irritadiço e a ceifar e massacrar tudo o que fosse vermelho e lhe passasse ao alcance dos pitons ou cotovelos (perante a complacência e olhar enternecido do compincha Jorge) perdeu a tramontana e partiu para a agressão pura e simples. Quem levou com ele foi o Aimar e o Jorginho, salomónico, deu um amarelo ao Bruto Alves e outro ao Aimar. Ainda esboçou o gesto para dar um beijinho ao Brutinho Alves, mas depois arrependeu-se e lá o deixou ir para os balneários enquanto espumava e escoiceava.

A segunda parte ficou marcada por dois aspectos: o controlo, sem grandes dificuldades, da vantagem no marcador por parte do Benfica, e o show de esquizofrenia particular do Jorge Sousa, a permitir que os carniceiros do seu amado clube permanecessem em campo durante os noventa minutos, mesmo que acotovelassem, pontapeassem ou pisassem os jogadores do Benfica - Bruto Alves (claro...) e Meireles em particular - mas revelando-se ao mesmo tempo um feroz aplicador das leis de futebol e da disciplina sobre os jogadores do Benfica, tendo os sarrafeiros Coentrão e Ramires (à primeira falta que fez, sem qualquer violência e no círculo central) sido admoestados por este justiceiro do apito.

Quanto ao jogo em si, foi como disse: o Benfica controlou e geriu o resultado sem grandes dificuldades. Subimos um pouco mais as linhas, empurrámos o fóculporto mais para o seu meio campo, e eles não revelaram capacidade para ripostar. As alterações feitas pelo Tio JuJu não ajudaram em nada, o fóculporto não conseguia criar oportunidades, e à medida que o tempo passava não fazia muito mais do que chutar bolas para a frente. Não me recordo de uma defesa do Quim digna desse nome. O Benfica também não criou grandes oportunidades nesta segunda parte - a excepção foi um lance individual do David Luiz - mas à medida que se iam abrindo espaços nas costas da defesa adversária, e com as presenças do Ramires, Saviola, e Cardozo em campo, ficávamos com a sensação de que poderíamos voltar a marcar. O que aconteceu, mesmo no final do jogo para fechar com chave de ouro: combinação entre o Saviola e o Rúben Amorim, com este a ficar isolado sobre a direita e a picar a bola sobre o frangueiro adversário. Esta foi ainda desviada por um defesa contra o poste, e o Cardozo na recarga fez um golo fácil, para que o jogo acabasse em apoteose.

Melhor em campo? Para mim, Rúben Amorim. Ele tem, aliás, andado num excelente momento de forma nas últimas semanas, e hoje foi apenas mais um jogo a confirmá-lo. E o que é ainda mais impressionante é que ele tem jogado bem a lateral direito, a médio direito, a médio centro, ou a trinco. Ponham-no nas funções que quiserem, e o Rúben cumpre com distinção. É um luxo podermos ter um jogador (e benfiquista, ainda por cima) destes no plantel. Só o Queirósz é que não consegue ver nada disto, das cadeiras onde se gosta de sentar ao lado do Mestre Pinto ou do Cabeça de Cotonete. É mais valiosa a esperteza da Micaela (grande jogo hoje... não sei com quantos dedos lhe tocaram na cara, mas espero que alguém lhe tenha metido três dedos bem espetadinhos à frente do focinho), por exemplo. Outro grande jogo foi também o do Fábio Coentrão. De jogo para jogo vai mostrando estar a fazer-se um defesa lateral muito bom. Não sei se terá perdido algum duelo individual. Mais outra demonstração de grande valor também do Airton, que hoje completou os noventa minutos. O Javi García é um jogador fundamental, mas se por acaso nos faltar, não será por ali que a equipa tremerá. Posso também mencionar o jogo quase perfeito da nossa dupla de centrais (sem precisarem de morder, escarrar, acotovelar, pontapear ou pisar adversários), mas já é quase um hábito eles jogarem bem. E falta ainda mencionar o Carlos Martins, que tem vindo a ganhar importância na equipa e que foi hoje decisivo, com um golo fantástico.

O que mais me agrada é ver a cultura de vitória instalar-se na nossa equipa. Nem foi necessário fazer uma exibição de encher o olho para que uma vitória tranquila sobre o fóculporto surgisse com toda a naturalidade. A união e a vontade de vencer desta equipa dão gosto ver, e enchem os adeptos de confiança. Nós, benfiquistas, temos uma crença quase ilimitada na nossa equipa, mas incrivelmente, por vezes fico com a sensação de que eles ainda conseguem acreditar mais neles próprios do que nós acreditamos neles.

A primeira sobremesa já está no papo. Agora, voltemos novamente as nossas atenções para o prato principal desta época.

9 Comments:

At 3/22/2010 6:55 da manhã, Anonymous Anónimo said...

BOAS...
NAO CONSEGUI VER O O JOGO ,POIS ENCONTRO-ME NO BRASIL.
HA HORA DO JOGO ESTAVA NUMA "XACARA",SEM AS DEVIDAS TECNOLOGIAS, PERTO DE CURITIBA.
TELEFONEI Á FAMILIA AO INTERVALO PARA SABER COMO ESTAVA.
FIQUEI LOGO DUPLAMENTE BEM DISPOSTO...AO CHEGAR AO CENTRO FUI LOGO A NET PARA VER SE TINHAMOS GOLEADO AQUELE MALDITO CLUBE.
3-0
NADA MAU.

MAS PARA MIM, O MELHOR DA SEMANA FOI CONTRA O MARSELHA.
ESTAVA NUMA PEQUENA CIDADE PERTO DO RIO(MARICÁ)E COM O FUSO HORARIO PERDI OS PRIMEIROS 30m.
FOI COMPLICADO ACHAR UMA LANCHONETE COM A SKY TV HD QUE TRANSMITIA O NOSSO QUERIDO CLUBE.
DEPOIS DE CONSEGUIR CONVENCER O JOVEM BRAZUCA A POR NO DITO CANAL,FALANDO CLARO DOS PATRICIOS DELE,LÁ COMECEI A VIBRAR E SOFRER COM O QUE VIA.
ENGRAÇADO QUE ELE CONHECIA PRATICAMENTE TODOS OS BRASILEIROS, E DISSE-ME QUE NAO GOSTAVA DO KARDEC,POIS FAZIA-LHE LEMBRAR O JARDEL,"QUE VOLTOU A BASE"
DISSE-LHE QUE AINDA IA MARCAR UM GOLO. DITO E FEITO, E LOGO UM DOS BONS.
POUCO DEPOIS DA 2ª PARTE O DITO SITIO ,QUE ESTAVA PRATICAMENTE SEM NINGUEM JÁ SE ENCONTRAVA MAIS COMPOSTO,ACABANDO POR PRIMEIRO COMEÇAREM A VER QUEM ESTAVA A JOGAR E COMEÇANDO A SEGUIR COM INTERESSE O NOSSO EMBATE CONTRA MAIS UMA EQUIPA"FRAQUINHA"

GOSTEI MUITO DE COMO O BENFICA DEU A VOLTA AO JOGO. FIQUEI UM POUCO PREOCUPADO CO O GOLO DOS FRANCESES MAS ATÉ ACHO QUE FOI O TONICO QUE FALTAVA PARA A VIBRANTE VITORIA.

HÁ MUITO TEMPO QUE NAO VEJO O BENFICA TAO PODEROSO COMO ESTA EPOCA...GRAÇAS A "JESUS" E AOS SEUS "11 APOSTOLOS" QUE NOS DAO TANTA ESPERANÇA DE TERMOS UMA ÉPOCA COMO HA MUITO NAO TINHAMOS.
TENHO FÉ.
ESPERO CONSEGUIR REGRESSAR A TEMPO DE COMEMORAR OS TITULOS QUE SE AVIZINHAM.JÁ OS SINTO.

ACHO QUE SO O BARCELONA PODERÁ FAZER-NOS FRENTE, E ESPERO QUE ESTES SE ENCONTREM.
UM GRANDE ABRAÇO AQUELES QUE COMO EU AMAM O BENFICA E A ESTA MARAVILHOSA EQUIPA QUE, UNIDOS VENCEREMOS. POR MAIS QUE AQUELES DE QUE EU NAO QUERO FALAR POSSAM AINDA MAIS FAZER.

HASTA LA VITORIA

 
At 3/22/2010 11:47 da manhã, Anonymous Anónimo said...

1º Passo.

Esperemos que seja o primeiro de vários.
A dinâmica de vitória referida pelo D´Arcy é importante que se perpetue pelas épocas seguintes.
Temos muito a pedalar na conquista de vários troféus que têm andado arredados do nosso clube.
Campeonatos, Taças de Portugal e Supertaças têm que começar a vir com muito mais frequência para as nossas "vitrines".

Airton,... que jogo.
Apenas 20 anos, apenas com alguns minutos de competição com os seus colegas, numa final e já faz isto tudo ? Que grande jogador vêm aí.

Aimar fraco, Ruben muito bem.

Pela segunda vez defrontamos o FC Porto esta época e pela 2ª vez ganhamos com o JJ a não utizar a "coluna vertebral" da equipa.

 
At 3/22/2010 12:44 da tarde, Blogger djeiti said...

A TAÇA É NOSSA!
Foi lindo! Grande Final! Grande Ambiente!
80% do estádio do Algarve vestido de Vermelho!!!
Não há cansaço! Não há suplentes ou titulares! Há uma equipa! Uma equipa vencedora!
Os outros reles só vieram para tentar lesionar e expulsar jogadores nossos. Desde o 1º minuto que 3 grunhos atrás de mim disfarçadamente infiltrados à paisana no meio de Nós o diziam uns para os outros que nem queriam ganhar o jogo só queriam que os Nossos se lesionassem à grande e fossem castigados! Festejei em cima deles o tempo todo! Saíram com o cú envergonhado e ensanguentado no lugar das fuças!
FORÇA, FORÇA BENFICA! CLUBE DO MEU CORAÇÃO!
A JOGARES ASSIM À BOLA, TU SERÁS O CAMPEÃO!!!!

 
At 3/22/2010 12:46 da tarde, Blogger magalhães.Sad.SLB said...

EXCELENTE ANÁLISE.

O BENFICA FOI DE FACTO MELHOR EM TODOS OS ASPECTOS E FASES DO JOGO.

ESTA FOI A 1ª DE MUITAS CONQUISTAS QUE SE ESPERA DA ERA DE JESUS.

SÁBADO TODO O APOIO É POUCO PARA A GRANDEZA DO BENFICA. TODOS À LUZ!!!

SAUDAÇÕES GLORIOSAS.
http://magalhaes-sad-slb.blogs.sapo.pt/

 
At 3/22/2010 7:18 da tarde, Blogger joão said...

Mais uma vez na mouche esta analise.

Anonymous tens razão no que toca ao Airton e o melhor da sua exibição foi a compensação que fez ao David Luiz quando este perdeu a bola no meio campo, aquilo que nos dois anteriores jogos ele ainda não tinha conseguido fazer.
O Aimar nem quando em forma joga bem naquela posição quanto mais que esta a passar por um período de menor fulgor.

 
At 3/22/2010 11:11 da tarde, Blogger João Pinto said...

Excelente jogo, saborosa vitória e o doce sabor do dever cumprido.
Não resisto a colocar aqui esta pérola maravilhosa do Jorge Jesus:

"Montamos estratégias conforme os adversários. o Rúben Micael não nos preocupava! O FC Porto tinha e tem jogadores mais importantes e de melhor qualidade do que o Rúben Micael"!

LINDO!!!!!!!!

 
At 3/25/2010 12:32 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Conselho de Justiça da FPF reduz castigo a Hulk e Sapunaru e, como consequância o Presidente da Liga demite-se afirmando que esta decisão «TEM IMPLICAÇÕES QUE ULTRAPASSAM A JUSTIÇA DESPORTIVA»

Quando é o próprio Presidente da Liga a tecer estas afirmações, facilmente se afere que os orgãos da FPF são manipuláveis e, como se depreendia e se pensava, carecendo de independência.

 
At 3/26/2010 4:50 da tarde, Anonymous Anónimo said...

«Benfica-Braga \ Pedro Proença »


Peças de uma história negra, sobre um homem que um dia se tornou sócio do Benfica, mas jogou no Sporting, e enquanto árbitro não fez outra coisa que não beneficiar o FC Porto

2001-02 BOAVISTA-BENFICA (1-0): Estávamos em Janeiro de 2002. Uma jornada depois de Duarte Gomes ter impedido que o Benfica assumisse a liderança do campeonato no célebre derby lisboeta que ficou para a eternidade como “o do penálti de Jardel”, Pedro Proença encarregou-se de empurrar os encarnados ainda mais para baixo, com uma arbitragem a todos os títulos revoltante no Estádio do Bessa.
Neste jogo, ficaram por assinalar dois penáltis claríssimos sobre Mantorras e Simão Sabrosa respectivamente, e o Benfica acabou por perder - resultado que viria a estar na origem da demissão de Toni do comando técnico da equipa, sendo então substituído pelo adjunto Jesualdo Ferreira

2003-04 BENFICA-SPORTING (1-3): Depois de uma Benfica-Beira Mar sem história, Proença voltou a dirigir o clube da Luz em Janeiro de 2004. E voltou a fazer das suas.
Começou logo nos primeiros minutos com um penálti inexistente assinalado a favor do Sporting, num lance em que Silva simulou falta de Moreira, e em vez de ver o cartão amarelo foi premiado com a grande penalidade.
Ao longo do jogo expulsaria Miguel e Ricardo Rocha, este na sequência de outro penálti inexistente (embora mais duvidoso), assinalado nos últimos minutos, e que selou a vitória sportinguista.
Foi pois um jogo totalmente subvertido pelo juiz lisboeta, que ajudou o FC Porto a isolar-se mais na tabela classificativa, no ano das escutas do Apito Dourado.

2004-05 PENAFIEL-BENFICA (1-0): Os roubos foram muitos, antes e depois de Maio de 2005. Mas foi nesta altura que Pedro Proença deixou definitivamente cair a mascara, e mostrou quais os seus verdadeiros intentos.
Estávamos a apenas três jornadas do fim de um campeonato que podia permitir ao Benfica (de Trappatoni) regressar aos títulos, onze anos depois da última conquista. Os encarnados comandavam a classificação com três pontos de vantagem sobre o Sporting e quatro sobre o FC Porto, e tinham de receber a equipa de José Peseiro na ronda seguinte (o Benfica viria a ganhar esse jogo por 1-0, com o célebre golo de Luisão). O jogo de Penafiel era pois tremendamente importante, e podia mesmo vir a ser decisivo.
Não foi um, não foram dois, nem mesmo três. Foram quatro (!!!!) os penáltis escamoteados por Pedro Proença ao Benfica na partida de Penafiel, o que para além da total falta de carácter do árbitro, deixa perceber que os próprios jogadores do Penafiel estariam eventualmente instruídos sobre o que podiam ou não fazer.
A última das grandes penalidades por marcar foi perfeitamente escandalosa, e ocorreu já no tempo de descontos, num lance em que Simão foi rasteirado junto da linha final.
Além dos penáltis, Proença ainda perdoou a expulsão a Wesley, na época o melhor jogador penafidelense.
Com a derrota, o Benfica perdeu a liderança para o Sporting (com os mesmos pontos), mas ficou à mercê do FC Porto (um empate no derby, e os dragões passariam para o comando). Felizmente, no dia seguinte o FC Porto empatou em Moreira de Cónegos, e deixou as decisões para os rivais lisboetas. O resto da história é conhecido.

 
At 3/26/2010 4:51 da tarde, Anonymous Anónimo said...

2005-06 BENFICA-BELENENSES (0-0): Alguns meses depois, Pedro Proença voltou a apitar o Benfica, desta vez na Luz. Era Ronald Koeman o treinador, e em finais da primeira volta a equipa encarnada estava em pleno na luta pelo título.
Neste jogo, ficaram mais duas grandes penalidades por assinalar a favor do Benfica. Primeiro uma rasteira a Nuno Assis ainda na primeira parte, depois, já na ponta final do desafio, por mão na bola de um defesa azul dentro da área.
Resultado: um comprometedor empate, que dava mais folga ao FC Porto de Adriaanse na liderança da prova.

2008-09 FC PORTO-BENFICA (1-1): Ainda está bem fresco na memória de todos o atentado à verdade desportiva que constituiu a marcação de um penálti fantasma a uma simulação de Lisandro Lopez junto de Yebda, que até viria a valer um castigo ao jogador portista. O Benfica vencia no Dragão, e o jogo aproximava-se do final. Estávamos já na segunda volta, e em caso de vitória os encarnados assumiam a liderança do campeonato. Proença não deixou, vendo aquilo que ninguém viu, e oferecendo ao FC Porto o empate. Com este resultado os azuis-e-brancos embalaram para o título, e o Benfica entrou em quebra anímica que o levaria a cair para o terceiro lugar.

2009-10 BENFICA-SP.BRAGA (?-?) : ?

 

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